Os Últimos Apóstolos de Jesus
Leia abaixo estudos do antropólogo Antonio Brand que comprovam que
o evangelismo entre índios contribuiu para diminuir índice de suicídios
Nem tudo que reluz é ouro, 
mas também, nem tudo são trevas...


 
 
 

  Já há vários meses estou preparando material para escrever sobre “missionários”, homens e mulheres que deixam tudo para trás, família, casa, bens, etc, e vão para um outro Estado ou até outro País, para divulgar o Evangelho de Cristo, obedecendo ao que o Senhor mandou: “Ide por todo mundo e pregai este Evangelho, ou seja, as boas novas da Salvação, a todas as pessoas”. Eu os vejo como os últimos apóstolos de Jesus.
 E deixam tudo e vão para um local completamente desconhecido, com risco de passarem necessidades, de receberem afrontas e até de serem presos ou perderem a vida!
  Bem, como disse, estava pensando há tempos em escrever sobre esses “apóstolos” modernos de Jesus, mas um e-mail que recebi (desses que são enviados a granel para todos), me fez antecipar o trabalho que estava preparando. No e-mail, onde o autor (ou autores), de tão indignados pela morte dos fiéis da Igreja Renascer, acabam destilando sua indignação para todas as igrejas e pastores que pregam a Palavra.
  O e-mail, vamos chamar assim, já que não sei quem o escreveu, tem razão. Realmente existem muitas pessoas se dando bem financeiramente usando os Santos Nomes de Deus e do Seu Filho, e enganando pessoas crédulas e inocentes.
  E, examinando as Santas Escrituras, não ficamos sabendo de nenhum profeta do Altíssimo que tivesse acumulado riquezas e nem tampouco os apóstolos de Jesus as tinham. Eles eram sustentados por Deus em sua fé, que lhes provia de sustento material através das comunidades cristãs que iam surgindo. Somente o apóstolo Paulo, também chamado de apóstolo dos gentios (gentios somos nós), é quem trabalhava para sobreviver. Paulo era fazedor de tendas. Mas ele defendia assim mesmo que aqueles que pregavam o Evangelho do Reino de Deus deveriam ser supridos materialmente pelos irmãos na fé. 
  Aliás, o próprio Senhor Jesus disse que “o trabalhador é dígno do seu salário”, referindo-se aos apóstolos como trabalhadores da seara de Deus e dígnos portanto de serem sustentados em suas necessidades físicas e materiais, pelos demais cristãos. Mas vejam bem: sustentados em suas necessidades e não enriquecidos financeiramente pelos irmãos.
 E até aí, realmente, o e-mail está certo. E até hoje, nos meus maus e aflitos 58 anos de vida, somente amenizados pelo amor de Deus e de Jesus Cristo, nunca ví um pastor das chamadas igrejas tradicionais, ou um pároco da igreja católica, milionário.
  Então posso dizer ao indignado autor do e-mail que, várias igrejas, seitas e ou denominações, realizam, além do trabalho de evangelização, muitas obras das quais pouco sabemos. Entre os índios, por exemplo, existem muitos missionários. E o que eles recebem dos “fiéis indígenas”? Nada ou, talvez, um quilo de mandioca.
  No Gente da Nossa Terra está a história formidável do padre Damião de Molokai, que a troco de nenhum bem material e tão somente procurando seguir os passos do Mestre Jesus, morreu de lepra convivendo e morando entre os leprosos da ilha de Molokai, no Havai, como também na matéria 100 anos de Japão, mostro a espetacular história de Hitoshi Saito  pastor itinerante da Igreja Evangélica Holiness do Brasil. Ele é imigrante, reside em Itaquera, São Paulo e faz um grande trabalho cristão com as crianças da periferia. O trabalho chama-se Projeto ABA. Ele usou dinheiro do próprio bolso para levar adiante esse seu sonho.  Madre Tereza de Calcutá também é outro exemplo de que não são todos que usam o Santo Nome para enriquecimento próprio. David Livingstone, médico inglês, que deixou seu luxuoso consultório em Londres para cuidar dos povos africanos e semear entre eles a Palavra, até sua morte, em 1873. Martin Luther King foi outro, assim como vários homens e mulheres no Brasil e em outros Países são cristãos de verdade e seguem sinceramente as pegadas do Mestre.
  No Brasil, por exemplo, a Igreja Presbiteriana criou a Missão Caiuá entre os índios do Mato Grosso do Sul, em 1928. Seus missionários trabalham nas aldeias e reservas dos índios Kaiowá-Guaranis, e oferecem, além da evangelização, hospital, escolas, cursos profissionalizantes e outros serviços. Tudo gratuitamente e, como escrevi acima, talvez algum missionário ganhe algum quilinho de mandioca.
  Hoje, após mais de 80 anos mantendo essas missões e serviços, a Igreja Presbiteriana, através da APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais), também desenvolve missões na Índia (com perseguição religiosa aos missionários), na África e Oriente Médio, o que nem é preciso citar, com risco de vida para os missionários e sua famílias.
  A APMT também tem missionários na Bolívia, Espanha, Guiné Bissau, Itália, Paraguai, Portugal, Timor Leste, Romênia e Uruguai. E mais: no norte da África os missionários desenvolvem o Projeto Agronomia; na Guiné Bissau, Projeto de Nutrição; Projeto Amadeus na Romênia; Projeto Meninos de Rua no Senegal; Apoio aos Imigrantes na Espanha; e Apoio aos Refugiados na África do Sul.
  A meu ver, isso é trabalho cristão. E como esses missionários sobrevivem em tais lugares, onde muitos não iriam nem como turistas, e como a APMT toca os citados projetos acima? É claro que é com a contribuição dos membros da outras igrejas presbiterianas espalhadas pelo Brasil. E isso é necessário. Isso é dígno, pois além de ser ordem de Deus e de Seu Filho, o trabalhador é dígno do seu salário. E nós, sejamos presbiterianos ou não, devemos ajudar essas missões. Seja com R$10,00, seja com mais, não custa dar uma força para esses maravilhosos missionários. Podemos nos entristecer com a fome na África, por exemplo, mas, sozinhos, nada podemos fazer. Mas já tem os missionários lá, fazendo o que achamos que deve ser feito, pelo menos por aqueles que se mostram cristãos. Então podemos (e devemos) ajudá-los. Você terá a certeza de que está fazendo um bem, não para o missionário, que não vai enriquecer e não trabalha para isso, mas para as pessoas ajudadas por eles. E eu tenho a plena certeza de que Deus irá abençoá-lo por isso.
  Então, amigos, não vamos ficar reclamando contra os ditos religiosos, pois um tomate podre pode até estragar outros numa cesta, mas jamais irá estragar toda uma plantação de tomates. E a plantação deles é enorme! Então, se você quiser (e puder), procure uma denominação religiosa séria e ajude também. Faça a sua parte, que Deus irá fazer a dele, com certeza!
  No Brasil, você pode procurar na Internet pela APMT e também, entre as missões indígenas, você poderá procurar pela Igreja Deus é Amor e Palavra de Cristo para o Brasil. 
Mas sempre procure se informar antes, tipo quais são os serviços missionários, onde estão sendo realizados, quem são os missionários e outras informações, para você ter certeza de que realmente está usando o dinheiro que Deus o ajuda a ganhar a serviço desse próprio Deus, maravilhoso e infinito em bondade e misericórdia, único e verdadeiro.
  O trabalho missionário sincero - e aqueles que ajudam, não é retribuido por homens e suas riquezas finitas e sim pelo Todo Poderoso, o dono dos Céus e da Terra.
 E somente para concluir este tópico, basta lembrar das palavras de Jesus: “você conhece a árvore pelos seus frutos”. Se foram bons os frutos, vamos ajudar a preservar tal árvore; se forem maus, o próprio Deus cuidará de arrancá-la...

Antonio Brand
Evangelização diminui índices de violência, 
alcoolismo e suicídios entre os índios


O antropólogo Antonio Brand

 Meses atrás, quando da demarcação das Reservas indígenas cujo impasse, feito por alguns fazendeiros e plantadores de arroz que querem as terras dos índios – como antigamente, o Gente da Nossa Terra publicou a matéria. E por isso mesmo, como uma coisa leva
à outra, é que, além de falar dos problemas dos poucos índios que ainda restam no território brasileiro, mostramos, nesta matéria, por quê a necessidade dos serviços missionários aqui no Brasil, entre a população indígena.
  O antropólogo e pesquisador Antonio Brand, que até 1998 fazia levantamento entre os índios Kaiowá-Guaranís no Mato Grosso do Sul comprova a influência religiosa entre os índios devido à própria desestruturação da cultura deles. Além de ter dois grandes trabalhos publicados a respeito da cultura indígena, parte de suas pesquisas entre os Kaiowá foi publicada em matéria de Katya Vietta, da Universidade Católica Dom Bosco, na revista de Divulgação Cultural da Universidade Regional de Blumenau, Santa Catarina. 
 De acordo com dados levantados por pesquisadores, a população Kaiowá-Guarani em Mato Grosso do Sul era, até 2000, de 26 mil almas dispersas em 22 áreas. Destas, oito são Reservas demarcadas entre 1915 e 1928, e as demais são aldeias tradicionais reocupadas a partir de 1980. Nas Reservas, a população fica entre 1000 a 7000 índios, enquanto nas aldeias elas se limitam de 150 a 300 pessoas.
  De acordo com o pesquisador Brand, entre 1940 e 1970, ou seja, em 30 anos, cerca de 100 aldeias foram invadidas pelos brancos (fazendeiros em sua maioria) que expulsaram os índios delas, transformando a área ocupada em pastos. Muitas famílias foram transferidas para as Reservas e outras passaram a perambular por fazendas vizinhas. E isso, é claro, não sendo necessário voltar centenas de anos para falar que os massacres promovidos pelos bandeirantes, que deram início à diminuição da população indígena em nosso País, se refletiu, como no período colonial, na perda progressiva da cultura, influindo em todo quadro social das milhares de etnias indígenas que existiam no Brasil. E, com o passar dos anos, mais o índio foi sendo afastado dos seus antigos papéis e práticas sociais, revertendo contra eles, não só as doenças trazidas pelo branco invasor, mas agregando hoje desunião dentro das próprias tribos, falta de comando, distanciamento das antigas culturas, levando com isso o índio a ficar perdido dentro de um contexto social surrealista, onde o Estado, que deveria, de acordo com a Constituição, cuidar do índio, não o faz e tampouco a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), criada pelo presidente Nilo Peçanha (1909-1910), com o antigo nome de SNI (Serviço Nacional do Índio).
  Diante de tal quadro de medo, insegurança e desagregação, não é preciso ser psicólogo para ver no que ia dar: índios sem esperança, levados ao desespero e indo para o caminho da violência, do alcoolismo e, por fim, do suicídio. E tal não só acontece entre os Kaiowá-Guaranis, mas também em outras Reservas e aldeias espalhadas por vários Estados brasileiros. Em São Paulo, por exemplo, foram muitas as notícias sobre suicídio de jovens índios Terenas.
  De acordo com Brand e Vietta, houve a dissolução das lideranças religiosas e de comando, exercidas pelos caciques e dos ñanderu (nosso pai, chefe de uma extensa família). No depoimento do índio Kaiowá-Guarani Hipólito Martins, dá para sentir tudo isso.
“Tô triste aqui. Nóis índio, antigamente, tinha tudo...Acabou tudo. Hoje, se qué um quilo de sal tem que í pra fazenda...O movimento dos índio tá meio separado. Não tem mais como guardá as coisa dos cacique antigo...Se tivesse cacique aqui na minha volta para continuar o que é do índio, mas não tem mais...Quem pode dá o caminho é os cacique...”
E Hipólito continua: “ – Se tivesse uma organização, por exemplo aqui na aldeia...Se a gente tem um apoio pra atingi essas pesssoa, a comunidade, de cada aldeia...pra produzi, pra acompanhá esse movimento...Se algum branco tá acompanhando, não precisa isso, aquilo, será pode ele ajudá a gente? Mai hoje nóis tamo assim, cadê apoio pro índio...cadê apoio?
  Avelino Ramires, de uma das Reservas, também faz reclamação semelhante: “Falta uma coisa pra nóis aqui, falta uma coisa pra nóis. Não tem roça, não tem coisa aqui, porque falta uma coisa pra nóis...Se eu não orientá um filho ele não vai sabe fazê...Não vem ninguém conversá aqui”.

É que nem uma folha que vai com o vento...


Antropólogo Rubem de Almeida (3o a partir da direita), que também desenvolve trabalho entre os índios

 Os depoimentos sobre alcoolismo – e consequentes tentativas de suicídio, são desesperadores. A índia Maria Teresa Fernandes é um exemplo, assim como Odália Mendes, que começou a beber depois que sua filhinha de apenas 9 anos de idade enforcou-se.
Diz Odália: “Bebia porque não pensava em nada. Vivia abandonada...eu tô sozinha, não tem solução pra mim...” Maria Teresa também alega essa falta de horizonte. Ela e o marido eram alcoólatras. “Eu bebia muito...tentei me suicidá por duas veis. Na última, tomano soda caústica...Fica com fraqueza pro álcool...A gente perde a clareza...Não tem quem orienta. Acha que a bebida é vida...Eu não tenho mais a chance de achá solução da vida...Tentei enforcá...Toda minha família tentô se matá...A pessoa sozinha não sabe pra onde i. É que nem uma folha que vai com o vento...”

Acendendo uma luz

 Com as missões evangélicas nas Reservas e aldeias Kaiowá-Guaranis, foi como que uma luz fosse acendida na escuridão das vidas dessas almas. O índio Silvio Paulo, por exemplo, converteu-se, largou de beber e virou pastor neopentencostal. “Veio pastor aqui na aldeia levantá nóis...depois não caiu mais ninguém...A Bíblia ensina a gente. Muito bem mesmo. Ensina como fazê casamento sério, como tratá os mais velho, viúvo, criança...um pastor trouxe uma solução pra nóis...Eu chorava muito, depois que tentei me suicidá...Desespero! Eu não tinha paz...Eu não tinha paz! Aí recebi a obra do Senhor e recuperei.
E Silvio continua seu depoimento...” primeiro esposa aceitô Jesu...Depois ela disse pra mim aceitá Jesu...Eu sarei do alcoolismo...Se eu não aceito Jesu eu morreva lá...”
  E Katya Vietta mostra muitos outros depoimentos de índios que se converteram, creram em Jesus e foram curados, como também, com os trabalhos missionários, o índice de suicídios e alcolismo cairam. Avelino, também convertido, é quem conta:
“ É por isso também que suicídio não aconteceu. Ora pra Deus pra não acontecê mais isso. Todo mundo na igreja ora e não acontece mais suicídio. Faz oito mês (abril a novembro de 1996, data dos estudos em que baseamos esta matéria), que não acontece mais. Antes tinha suicídio todo dia, agora não tem mais.”

2008

Tentando apagar a luz...

FUNAI quer excluir evangélicos das Reservas e aldeias indígenas
Por Julio Severo

 Os socialistas, os militantes pró-aborto, os ativistas homossexuais e outras criaturas socialmente insatisfeitas vociferam que o Estado é laico, que na interpretação deles é que o Estado é um lugar onde os valores, princípios e ideologias deles podem permanecer à vontade. O que não pode ter essa mesma liberdade são os valores cristãos que defendem a vida e a família. Assim, quando eles gritam e esperneiam que o Estado é laico, sua declaração diz: “O Estado é nosso, só nosso. Fiquem de fora os cristãos e seus valores. Engulam goela abaixo tudo o que vamos impor!”
 A característica importante deles é que eles são grandes defensores da morte. Eles defendem políticas e leis de aborto para matar crianças inocentes e de eutanásia para matar doentes, deficientes e idosos. O único tipo de morte que eles acham inaceitável é a pena capital para assassinos comprovados.
 Os cristãos genuínos têm outra direção: eles são grandes defensores da vida. É por isso que a luta e o sucesso pela emancipação dos escravos (de todas as raças) não pertencem aos ateus, aos socialistas nem aos agnósticos. Foram os cristãos que iniciaram e venceram essa luta. É pelo fato de que em Cristo há libertação que os cristãos levam com o Evangelho a todos: brancos, pobres, negros, ricos, índios, etc. Todos, indistintamente, merecem conhecer a mensagem de amor, esperança, salvação e libertação de Jesus Cristo.
 É por isso que missionários cristãos, com muito amor, procuram conduzir os índios ao conhecimento e experiência da Pessoa de Jesus Cristo. Os índios que acolhem no coração o Espírito Santo se tornam novas criaturas, rejeitando um passado de escravidão moral e espiritual. Um dos grandes resultados e benefícios da evangelização é o questionamento e rejeição, entre índios cristãos, aos costumes tribais de sacrificar e matar crianças índias. Esse resultado é apenas uma extensão natural do poder que o Evangelho tem de defender a vida.
 Em todas as sociedades onde entra, o Evangelho genuíno opera liberdade e defesa da vida. É por isso que os maiores defensores das crianças hoje contra a ameaça de aprovação de insanas leis de aborto não são os agnósticos, nem os ateus, nem os nazistas, nem os socialistas. São os cristãos. Só um preconceito cego e irracional imporia impedimentos para que os índios conheçam o Evangelho. Esse preconceito é hoje observado nas atitudes da Funai, o órgão do governo federal responsável por decidir o que os índios podem ou não ter. No Brasil, embora a Constituição estabeleça direitos iguais a todos, parece que os índios não têm a liberdade de decidir se querem ou não o Evangelho em seu meio. Conforme informação do blog Holofote, em janeiro de 2008 a Funai (Fundação Nacional do Índio) decidiu excluir as igrejas evangélicas das reservas indígenas.
 Em reação à evidente hostilidade estatal contra a presença evangélica entre os índios, o Senador Magno Malta, mesmo sendo um aliado de Lula, fez pronunciamento criticando a dura decisão do órgão do governo Lula privando os índios do Evangelho. De acordo com notícia da Agência Senado, no dia 7 de maio de 2008 Malta disse:
 “As igrejas evangélicas trabalham, sobretudo, com a recuperação de índios vítimas da sua própria socialização, principalmente alcoólatras e depressivos que, sem a orientação dos pastores, acabam optando pelo suicídio”.

Fontes: www.juliosevero.com -   Revista da Universidade de Santa Catarina - Informativos da APMT – revista da CIMI- Jornal Folha de São Paulo – Jornal O Estado de São Paulo – E-mails trocados com missionários e índígenas 
do MS e de Pernambuco e site Índios On Line.
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