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Manuel
Beckman
A
Raiz das Revoltas
Beckman se esconde em sua
fazenda, pouco antes de ser preso.
Óleo de Antonio Parreiras
- Museu Antonio Parreiras - Niterói, RJ.
Em
1682 a Coroa Portuguesa contrata uma Companhia particular para introduzir
10 mil escravos negros na Colônia, no decorrer de 20 anos, e cede
a esta companhia o monopólio sobre o comércio do Maranhão,
além de diversas outras vantagens. O estado do Maranhão fôra
criado em 1621, e até então o comércio era livre,
havendo a intervenção dos jesuitas apenas no tangente à
escravidão de índios.
Porém,
o que mais irritou os colonos foi, além do monopólio, a isenção
de impostos que a companhia obteve da Coroa sobre a produção
local. Como o clima já vinha esquentando desde que a Companhia dos
Jesuitas se havia intrometido na vida dos colonos, um foco rebelde logo
surgiu, liderado por Manuel Beckman, conhecido mais por Bequimão.
Beckman era
um rico e conhecido fazendeiro do estado do Maranhão, e como tinha
muita influência entre os colonos, era o homem certo para a empreitada,
da qual nasceria a raiz das demais revoltas que se seguiriam pelo território
brasileiro. Em 1684, após um inflamado discurso de Beckman, os rebeldes,
que eram pouco mais de 50 homens, prenderam os jesuitas e encamparam os
imóveis da Companhia de Comércio.
Na
manhã seguinte a cidade já estava tomada e Beckman e Eugênio
Ribeiro Maranhão já pensavam em organizar um governo independente.
O movimento ficou conhecido como A Rebelião do Monopólio.
Isso durou cerca de 8 meses e então Tomás Beckman, irmão
de Manuel, foi enviado à Corte para negociar, e acabou sendo preso.
Gomes Freire foi enviado ao Maranhão para restabelecer a ordem,
e os rebeldes debandaram, ficando apenas na cidade Manuel Beckman, exigindo
a libertação do irmão, mas Freire manda prendê-lo
também.
Beckman,
sabendo disso, foge e se refugia em sua fazenda, mas traido por Lázaro
de Melo, um primo seu, é preso e enforcado no dia 2 de novembro
de 1685. Antes de morrer, Beckman gritou que morria contente pelo povo
do Maranhão. A revolta encabeçada por ele fracassou, mas
assim mesmo ele conseguiu vencer o monopólio da Companhia do Comércio,
que foi extinto.
Fonte:
Enciclopédia Abril Cultural
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