Bruce Lee escreve um livro
e também um roteiro de cinema
  
  Chinese Gung Fu, assim mesmo, com a grafia errada pela gráfica em Kung, foi o primeiro e único livro escrito por Bruce Lee de que se tem notícia. O livro teve uma tiragem pequena, foi feito de maneira quase artesanal e foi bancado pelo próprio Bruce. Foram vendidos 880 exemplares ao preço de 5 dólares cada, o que rendeu a ele 4.400 dólares. Deu para pagar a gráfica e ainda sobrar algum...



A Flauta Silenciosa

  Um dos sonhos de Bruce Lee, segundo Marco Natali, autor do livro O Kung Fu de Bruce Lee, era realizar um filme que contivesse uma mensagem a respeito da essência da arte marcial.
  Para escrever o roteiro, reuniu-se todas as segundas, quartas e sextas, das 16 às 18 horas, com os amigos James Coburn e Sterling Silliphant, que o ajudaram na missão que durou vários meses.
  Concluido o roteiro, ele foi mostrado à Warner Brothers que concordou em produzir o filme, desde que ele fosse rodado na Índia, já que a Warner tinha uma fortuna em rúpias (moeda indiana) bloqueada no país e esta seria uma boa forma de resgatar o dinheiro.
  Bruce, Coburn e Sterling viajaram para a Índia e por várias e difíceis semanas tentaram achar bons locais de filmagem na Índia e também no Paquistão. Mas acabaram esbarrando num problema imprevisto: a falta de artistas locais que pudessem participar do filme. A Índia, até então, ainda não era uma grande produtora de filmes, como se tornaria anos depois.
  O projeto foi abandonado e o filme foi rodado somente em 1978, 5 anos após a morte de Bruce. O consultor técnico para o filme foi o professor Kam Yuen e o papel principal, adequado por Bruce para ele mesmo, é claro, ficou com David Carradine, que por incrível coincidência já havia tomado o lugar de Bruce Lee no seriado Kung Fu, para a televisão, quando este ainda estava vivo... 
  E, se podemos também chamar coincidência, David Carradine morreria em 03 de junho de 2009, em Bangkok, Tailândia, aos 72 anos de idade, em circunstâncias misteriosas...
  O professor Marco Natali em seu livro, acentua que o filme, como não podia deixar de ser, tem muito da personalidade de Bruce em sua essência e, como seu objetivo era levar uma mensagem aos praticantes da arte marcial, merece ser visto ainda hoje, se puder ser encontrado. O editor deste site tentou, mas não conseguiu localizar uma cópia até agora.

 


 
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