OS
ASTECAS
A tabela cronológica
contida nesta pedra-calendário Asteca, revela
os acurados conhecimentos
de astronomia do povo pré-colombiano.
Conhecidos como
o Povo do Sol, até o início do século XIV, os Astecas
não passavam de um povo nômade, que veio do Norte como guerreiros
mercenários e se instalaram no planalto de Anahuac. Pouco civilizados,
encorporaram apenas seu militarismo e vontade indomável à
milenar cultura Maia e Tolteca, acabando por fundar um império que
abrangia as terras do norte do México à Guatemala atuais
e dos oceanos Atlântico ao Pacífico.
Existem muitas narrativas
a respeito da verdadeira origem do povo Asteca, e a mais difundida é
de que eles vieram de Azlan, região hoje identificada com a Califórnia
ou Novo México.
De acordo com essa
história, eles deixaram seu local de origem por volta do ano 1000
d.C. e chegaram ao planalto de Anahuac em 1300. Perseguidos pela
população local, eles se espalharam por lagos e pântanos
do planalto e pela colina de Chapultepec, que é a atual capital
do México.
Seguindo uma lenda
surgida entre os seus antepassados, de que eles habitariam numa “terra
prometida”, os indomáveis Astecas acabaram por indo pouco a pouco
conquistando as tribos locais e estendendo seu império. Em 1325,
das miseráveis cabanas onde habitavam nos pântanos do lago
Texococo surgiria a explendorosa cidade de Tenochtitlan, que ficou pronta
somente em 1370. A partir daí foi que o império Asteca se
destacou e se estendeu sobre todo México central e sul.
O gênio
militar e legislador do rei Itzcoatl criou um vasto império de cerca
de 11 milhões de pessoas. Em seus templos e pirâmides, eram
sacrificados escravos aos deuses. Para inaugurar um templo construido sobre
uma pirâmide de 30mt de altura na cidade de Tenochtitlan,
foram sacrificados 70 mil escravos. Seus corações foram oferecidos
aos deuses e seus corpos, pintados, foram devorados pela multidão
em delírio.
Finalmente, em 1519,
o que para eles era a realização de uma segunda lenda, de
que o deus Quetzalcoatl viria do mar, eram navios espanhóis, comandados
por Cortez, que vinha em cumprimento de sua missão de conquistar
terras para a côrte espanhola. Em 1521 os soldados de Cortez invadiram
Tenochtitlan, destruindo casas e templos e massacrando o povo Asteca. Da
grandiosidade do Povo do Sol, sobraram apenas ruínas para contar
a história. Era o fim da civilização Asteca.
OS
INCAS
Pizarro e seus comandados
se aproximam de Cuzco para dominar os Incas...
A civilização
Inca começou por volta do século XI, e durou 500 anos, até
ser destruida pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro, em 1531. De
acordo com a lenda, num certo dia, numa ilha do lago Titicaca, um casal
de deuses, que eram os Filhos do Sol, apareceu e percorreu as terras com
uma varinha mágica. Onde a varinha afundasse os deuses Manco Capac
e Mama Ocllo se estabeleceriam e fundariam a grande nação
Inca. Isso, ainda segundo a lenda, aconteceu junto à colina de Huanacauri,
onde surgiu a gloriosa Cuzco, capital do império Inca.
Já de acordo
com os historiadores, a cidade de Cuzco foi fundada por grupos de
índios Quichuas, vindos do norte da região que hoje é
o Peru. O nome Inca não significa o nome do povo, mas era a maneira
pela qual eram chamados seus reis ou imperadores, do qual o mais famoso
foi Sapay Inca, conhecido como o Filho do Sol, que era tratado em vida
como um semideus, e depois da morte, como um deus.
O império
Inca se estendeu por uma vasta região. Se hoje, esta região
englobaria, além do próprio Peru, o Equador, Bolívia
e Chile. Mais tarde, com a colonização européia, todos
estes países foram ocupados pelos espanhóis, e somente em
1810, através dos libertadores Simon Bolívar e José
de San Martin, é que o continente sul-americano ficaria livre dos
colonizadores espanhóis.
Os Incas adoravam
o sol, chamado por eles de Viracocha, o criador. Tanto é que construiram
a histórica Machu Picchu, uma cidade a 2500m de altitude destinada
ao culto ao sol. Os Incas construiram estradas, implantaram um veloz sistema
de comunicação e fizeram pontes suspensas. Estas eram tão
perfeitas, que uma feita sobre o rio Apurímac, durou cerca de 300
anos! O principal meio de transporte dos Incas era o lhama. Ao contrário
dos Astecas, os Incas não praticavam cerimônias religiosas
sanguinárias, e com exceção do culto ao deus sol,
os moradores podiam adorar a quem quisessem. As terras eram divididas em
3 partes, sendo uma parte do imperador, uma para os deuses e uma ficava
para o povo. Mas de toda maneira, as terras pertenciam mesmo ao imperador.
A parte dos deuses eram administradas por sacerdotes a serviço do
imperador e a parte que cabia ao povo, era apenas para agricultura – principalmente
da batata, mas o dono do pedaço de terra não podia negociá-lo.
A terra era apenas ‘emprestada’ para o cultivo e alimentação
do povo.
OS
MAIAS
Os Maias - Um império
de quase 3 mil anos!
Dos povos dos
três grandes impérios americanos, apenas os Maias sobrevivem
até hoje, podendo-se encontrar descendentes do milenar império
na Guatemala, Honduras e México meridional. O império Maia
passou por 3 períodos distintos: de 1000 a.C. a 317 d.C., conhecido
como o império Maia pré-clássico; depois até
889 d.C., conhecido como Antigo Império; até o Renascimento
Maia, que durou até 1697 e depois também, como as civilizações
Inca e Asteca, sucumbiu ao domínio espanhol.
Descobertas
arqueológicas mostraram que os Maias eram uma notável civilização,
com uma arquitetura, escultura e cerâmica bastantes elaboradas. Notáveis
pela divisão linguística, espalhados por um território
de mais de 250 mil km2, os Maias também se notabilizaram pela escrita
homogênea, sistema de calendário, artes plásticas e
simbolismo religioso. Este, como nas outras duas civilizações,
era a base de todo desenvolvimento político e econômico.
A cidade de
Uaxactun era o centro mais importante no antigo império e já
no renascimento Maia, não havia cidades, mas centros de cultos
com edifícios públicos, templos, pirâmides, praças,
palácios, observatórios e campos de esporte. Tais locais
eram muito separados uns dos outros e eram privilégio da classe
nobre. Os camponeses viviam em choças de palha, espalhados pela
imensidão das terras (vide mapa acima).
Hoje existem
entre Honduras, Guatemala e México, cerca de 2 milhões de
indivíduos descendentes dos Maias, ainda conservando a lingua milenar
e também sua cultura.
BIBLIOGRAFIA
Novo Conhecer
História Universal
(Revista Semanário)
Enciclopédia Koogan
Houaiss
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