O poeta é um
sujeito com mania de comparecer aos próprios desencontros...
Manoel de Barros
Rita Lee, Roberto
de Carvalho, Arnaldo Jabor
Cd
Rita Lee, Balacobaco, 2003
Amor é um livro -
Sexo é esporte
Sexo é escolha -
Amor é sorte
Amor é pensamento,
teorema
Amor é novela - Sexo
é cinema
Sexo é imaginação,
fantasia
Amor é prosa - Sexo
é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva
de epiléticos
Amor é cristão
- Sexo é pagão
Amor é latifúndio
- Sexo é invasão
Amor é divino - Sexo
é animal
Amor é bossa nova
- Sexo é carnaval
Amor é para sempre
- Sexo também
Sexo é do bom - Amor
é do bem
Amor sem sexo é amizade
Sexo sem amor é vontade
Amor é um - Sexo é
dois
Sexo antes - Amor depois
Sexo vem dos outros e vai
embora
Amor vem de nós e
demora
O
Poeta
Maria
Julia
O
poeta mentiu...o poeta partiu...Ele se enganou, ele enganou. É um
ser comum, confuso, obtuso. Não soube definir, teve que partir...É
louco, mas todos somos um pouco.
Poeta
sensível no escrever, insensível no agir. Poeta sem ver,
sem ter. Palavras lindas, frases bem feitas, na vida feia.
Será
que luta ou fica isolado em quatro metros quadrados? O poeta nos engana...Poeta
sem cor, sem valor, sem amor. Pinta cores onde só há dissabores...
Vai,
poeta abstrato!
Big
Brother Brasil - Literatura de Cordel
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de
Santa Bárbara-BA,residente em Salvador.
Salvador, 16 de janeiro
de 2010 - Colab. de Jadir Arantes
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é
banal
É preguiçoso
mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não
vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda
a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa
gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem
mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você
fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo
guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não
banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico
humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais
valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem
ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que
louvadas.
Não se vê força
poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão
querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e
atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém
estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção
da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse
favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam
mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana
à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir
saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os
culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações
diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só
futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força
do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
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