xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

José Trindade,
o Duduca, nasceu em Anápolis, Goiás, no dia 04 de julho de
1936 e desde menino se revelou interessado pela música. Com apenas
15 anos de idade já compôs Saudade do Meu Bem, que em 1962
acabou gravando pela Continental em disco 78RPM.
A primeira gravação
não obteve grande sucesso, mas alavancou Duduca como compositor,
sendo a partir daí procurado por outros intérpretes e acumulando
com isso grande número de obras gravadas.
Com 18 anos José
Trindade veio, como outros artistas que não nasceram em berço
de ouro, tentar a sorte na cidade grande. Trabalhou por mais de 15 anos
como pintor de paredes, mas sempre se dedicando à música
nas horas vagas.
Em 1975 começou
a fazer roteiros e trilhas sonoras para cinema e foi dessa maneira que
conheceu José Gomes de Almeida, o Dalvan. Isso foi no ano de 1977,
quando os dois atuaram juntos no filme Entre o Céu e o Inferno de
Camanducaia.
Eles se tornaram amigos
e, como não podia deixar de ser, nos intervalos das gravações,
pegavam os violões e cantavam para passar o tempo. E logo eles e
os que os ouviam perceberam que as vozes se harmonizavam perfeitamente,
surgindo daí a dupla, que no início teve o apoio de Lourival
Santos.
Dalvan nasceu na cidade
de Planaltina, Paraná, no dia 09 de outubro de 1951, e foi criado
em Paranavai. Como Duduca, desde cedo ele demonstrou seu dom para a música,
tendo sido vocalista de conjunto, baterista, guitarrista, além de
dominar perfeitamente o violão, órgão, piano e acordeão.
Dalvan era um virtuose instrumental.
Sua primeira composição
foi feita aos 20 anos de idade e o título era Batucada de Malandro.
Ficou engavetada, pois Dalvan logo prestou o serviço militar em
Brasília e depois ingressou na Polícia Militar, onde ficou
apenas três anos, pois o seu negócio não era prender
bandido, e sim, prender corações através das
suas canções. A PM perdeu um bom soldado e o mundo sertanejo
ganhou a dupla Duduca e Dalvan.
Começaram a
fazer tournês ainda em 1977, e conquistando aos poucos seu grande
público. Em 1978 gravaram seu primeiro LP, já conseguindo
os primeiros lugares das paradas musicais com a música Pirâmide
do Amor.
Em abril de 1979,
em novo LP, estourava a Quem Sou Eu e, já em janeiro de 1980, a
consagração definitiva com Mulher Maravilha.
Ainda em 1980,
a dupla gravaria em setembro seu quarto LP, conquistando de vez seu
lugar entre as grandes duplas sertanejas da época.
Mas, infelizmente,
após terem feito sucessos de raízes rurais e românticas
- e quando estavam em ótima fase - aconteceu a inesperada morte
de Duduca em 17 de fevereiro de 1986. A dupla, que teve início em
1977, terminou tristemente em 1986, apenas 9 anos depois.
Dalvan, então, após
um tempo afastado, entristecido pela morte do parceiro, reciclou sua carreira,
que agora seria solo: deixou crescer ainda mais os cabelos, substituiu
a linguagem rural por um rock de subúrbio, com romantismo brega,
e a partir do próprio disco que chamou de "Novo Rumo" buscou ainda
mais o lado romântico.
Deu certo. De cara
foi contemplado com um duplo de platina, pela vendagem de 500 mil cópias
em 1987. Em 1988, catapultou novos êxitos como "Haja Coração",
"Gosto de Pecado" e "Mal de Amor". Em 1989 foi a vez de "Desencontros".
Em 1990, adotou o
estilo de espetáculos de grande produção, com som,
luzes e enorme aparelhagem de som. Seu novo disco refletiu essa fase megalomaníaca:
o repertório (montado com composições de autores como
Ed Wilson, Chico Roque, Moacyr Franco e outros), e até uma versão
de "O Sole Mio" (ao estilo de Elvis Presley) teve arranjos de quatro maestros
- Daniel Salinas, Martinez, Waldomiro Lenk e José Paulo Soares.
E após tudo
isso, Dalvan entra também, como vários outros artistas de
sua época, no ciclo religioso, cantando hinos e chegando inclusive
a fazer uma apresentação ao vivo no programa do missionário
R.R. Soares, na tevê Bandeirantes.
Mas Dalvan ainda tinha
o coração nas músicas da sua fase de ouro junto com
o parceiro Duduca, e assim, após muitos anos, resolveu voltar às
suas raízes, formando dupla com Almir Sales, outro paranaense nascido
na cidade de Londrina. Almir Sales tem 46 anos, é dono de uma voz
invejável, pois, em sua trajetória na música sertaneja,
cantou em barzinhos e foi locutor de radio AM e FM. A música sempre
foi o seu forte. Essa nova formação da dupla é um
presente para o Brasil e a música sertaneja, que ganhará
com certeza, tratando-se de uma das bandeiras da música popular
do Brasil, voltando ao cenário da música brasileira.
Dalvan entrou em acordo
com Almir Sales e assim, numa justa homenagem ao parceiro que se foi, Almir
se tornou o novo Duduca, dando sequência a bem sucedida carreira
da primeira dupla. Dalvan, romântico pôr excelência,
disse que esse novo trabalho marca uma nova fase na sua vida.
|