Está consumado!

 


 
 
 

  Há mais de dois mil anos o Justo, sofrendo todas as dores sobre o amaldiçoado madeiro, disse essas palavras. Será que você já parou para pensar na profundidade dessas duas palavras? No que elas significam? Se você  tiver tempo – e quiser, podemos pensar juntos, através da parábola que proponho a seguir. Só posso adiantar
que as palavras ditas lá no Gólgota, são de fundamental importância para o ser humano, desde o primeiro homem sobre a face da Terra, até o último... - Sabra
 
 

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Existe um grande Rei, acima de qualquer rei, presidente ou quaisquer autoridade ou potência que existe, seja na Terra, abaixo dela, nos Céus, no inferno, em outros planetas, enfim, acima de qualquer um em todo o Universo.
 E ele não é um rei comum. Ele é imortal, sendo por isso, eterno; ele é mais poderoso que qualquer mortal ou imortal, anjo ou demônio; e seu reinado abrange não somente um reino, um país ou mesmo um planeta. Seu reino é expandido por todo o Universo.
  Ele é conhecido em todo o Universo por vários nomes, mas vamos chamá-lO de Rei da Glória, já que não há outro rei maior que Ele.
  Pois bem, o Rei da Glória tem um Filho, o Grande Príncipe, que recebeu do Pai poder, honra e glória e que também é tão grande, que após o Pai, Ele é o mais poderoso que existe, também acima de qualquer homem, anjo ou potestade diabólica do Universo.
  E o Rei da Glória e o Grande Príncipe têem súditos em todo o Universo, já que o reino deles abrange tudo. Mas existe um planeta chamado Terra, no qual a atenção do Rei da Glória está mais focada. Afinal, Ele criou o planeta, assim como criou os outros, mas nesse planeta em particular, Ele colocou algo especial, um ser chamado homem. E o Rei da Glória, quando criou o homem, o fez com tanto carinho, que colocou um pouco de Sua essência naquele ser, o qual Ele criou à Sua própria semelhança e imagem, ou seja, à semelhança e imagem do Rei da Glória!
  E o Rei da Glória, com todo Seu poder e amor, já havia preparado a Terra para o homem, Sua grande criação. Assim Ele colocou o homem no Planeta, que já estava todo enfeitado de rios, mares, montanhas, selvas, animais, peixes e aves de todos os tipos, flores de todas as cores e perfumes e muito mais. E, não bastasse isso, o Rei da Glória colocou no céu o sol para iluminar e aquecer a terra para o homem durante o dia, e a lua e as estrelas, para iluminar e enfeitar as noites do homem.
  E tudo estava perfeito só como o perfeito Rei da Glória poderia fazer. Mas então, sem que o homem soubesse, lá nos domínios mais elevados do Rei da Glória, um bando de anjos, liderados por um anjo especial, chamado Lúcifer, se rebelou contra o Rei da Glória. 
  O Rei da Glória expulsou todos eles da Sua presença, e o líder rebelde, já que não podia fazer nada contra o Rei da Glória e Seu Príncipe, veio para o Planeta Terra, onde sabia, o Rei da Glória tinha colocado todo Seu amor na criação e onde se encontrava a grande obra do Rei da Glória, o homem!
  O Príncipe das Trevas, podemos chamá-lo assim, colocou seu poder e sua raiva contra o homem, que foi criado para ser bendito súdito do Rei da Glória. Ora, o homem habitava um local perfeito, feito carinhosamente para ele pelo Rei da Glória e, portanto, se ele fosse súdito fiel do Rei da Glória, jamais perderia aquele paraíso e, como fora feito à semelhança e imagem do Rei da Glória, também seria eterno, ou seja, jamais iria conhecer a morte!
  Mas seduzido pelo Príncipe das Trevas, maldoso, mentiroso, cheio de mil astúcias, o homem acabou virando as costas para seu Rei e passou a seguir o Príncipe das Trevas. E, se o salário do Rei da Glória era a vida maravilhosa e eterna, o salário do Príncipe das Trevas era a morte!
  Assim, o Rei da Glória, irado, deixou que fosse gerada o que viria a ser o pior pesadelo do homem: a morte. E ela se instalou na Terra e os primeiros habitantes, pela sua maldade e por terem preferido seguir o caminho do Príncipe das Trevas, foram todos mortos por um grande dilúvio que o Rei da Glória mandou sobre a Terra. Somente havia um homem que permaneceu súdito fiel do Rei, e por isso, ele e sua família foram salvos numa arca que o próprio Rei da Glória mandou ele construir. E o Rei da Glória, para não ter que fazer tudo novamente, salvou também na arca espécimes de todos animais e aves que havia sobre a face da Terra.
  E assim se sucedeu. Após o dilúvio que durou mais de um ano, as águas abaixaram, voltando rios e mares aos seus leitos, e o súdito fiel do Rei da Glória saiu da arca, junto com sua família e dos animais e aves que tinham sido salvos da ira do Rei da Glória. Assim a vida na Terra começou novamente...
  Mas o Rei da Glória, apesar de severo, é muito amoroso e misericordioso. Assim, Ele acabou se arrependendo de haver destruido quase toda Sua grande obra e resolveu que não mais destruiria o homem através das águas. Ele sabia que o Príncipe das Trevas ia continuar a perverter o caminho do homem sobre a face da Terra, afastando-o, para sua própria destruição, da fidelidade ao Rei da Glória. 
  Ele resolveu que ia deixar a Terra continuar seu curso, com o homem sobre ela, até um dia, já marcado por Ele, para um acerto final de contas, quando então, segundo Ele mesmo disse, o homem vai saber a diferença entre aquele que O ama e O obedece e aquele que prefere ficar ao lado do Príncipe das Trevas.
  Mas o Rei da Glória não perdeu seu amor pelo homem. Sabendo que a maioria dos homens ia continuar rejeitando Seu reinado, resolveu separar um povo para Ele sobre a Terra, para O adorar e para o qual Ele passaria Seus mandamentos e preceitos. E, aquele povo sendo súdito fiel do Rei da Glória, seria por Ele tratado com todo amor, com toda proteção e jamais teriam os problemas dos outros povos que não se sujeitavam a Ele.
  Mas esse povo escolhido pelo Rei da Glória, também começou a ser desviado pelo Príncipe das Trevas e, depois de anos sendo protegido pelos anjos do Rei da Glória e sendo vitoriosos em tudo que intentavam e até sendo temidos pelos outros povos, por causa da proteção do Rei da Glória, começaram a se enfraquecer, a serem derrotados e a perderem a graça do Grande Rei.
  Este, pelo Seu amor e misericórdia e também pelo fato de não poder voltar sua palavra atrás, pois, se um rei comum não pode fazer isso, imagina então o Rei da Glória! Sua palavra jamais falhou, desde antes da formação do Universo até os tempos antigos, e destes, até hoje e até o final dos tempos.
Assim, se Ele havia dito que a morte viria para todo homem, após este perder sua vida paradisíaca, Ele também disse a um homem chamado Abraão que lhe daria uma grande e incontável descendência e que esta descendência seria um povo escolhido para Ele, o Rei da Glória.
  Então, a morte continua até hoje, assim como a promessa do Rei da Glória a Seu servo fiel. Seu povo, apesar de irá-lO ao extremo, ainda continua existindo, por causa de Sua palavra, que não pode voltar atrás.
  E o Rei da Glória exaustivamente, através de grandes milagres e de Seus santos profetas, procurou fazer esse povo seguir os mandamentos e preceitos que já havia lhe dado, mas era um povo desobediente.
  O Príncipe das Trevas estava contente, enquanto o Rei da Glória se entristecia...
   Mas, como o Rei da Glória já havia determinado o Dia do Juízo Final para o homem, Ele também determinara esse dia para a derrota final e destruição do Príncipe das Trevas. E sua palavra não pode voltar atrás, como já vimos. Porém, antes disso, o Rei da Glória, através do Seu Filho, o Príncipe dos príncipes, levaria Lúcifer a uma derrota também sem precedente sobre a Terra.
  O Príncipe dos príncipes deixou a glória ao lado do Seu Pai e se encarnou como homem, bem no meio do Seu povo. E Ele mostrou grandes maravilhas e falou grandes coisas em nome do Seu Pai, o Rei da Glória, mas assim mesmo os maiorais daquele povo O rejeitaram e acabaram fazendo pior do que todos os homens fizeram sobre a face da Terra, desde que o Rei da Glória os criara. Eles mataram o Filho do Rei da Glória!
  Mas foi aí que aconteceu a maior e mais maravilhosa obra do Rei da Glória. Ao terceiro dia do sacrifício do Seu Santo Filho, Ele o ressuscitou de entre os mortos, fazendo-O derrotar tanto a morte como o Príncipe das Trevas, pois a partir do sacrifício do Seu Filho, o Rei da Glória estendeu Sua graça, não somente para o povo que Ele tinha dado por herança a Abraão, mas a todo homem sobre a face da Terra!
  E, através do Seu Filho, o Grande Príncipe, o Rei da Glória criou um portal eterno, o qual, pela fé em Seu Filho e pela obediência ao Rei da Glória e por uma vida de justiça e de amor ao seu semelhante, qualquer homem sobre a face da Terra poderá voltar ao primeiro estado, ou seja, voltar a viver num paraíso, que será o novo céu e a nova Terra que o Rei da Glória prometeu, onde já não haverá mais a morte e muito menos o domínio do Príncipe das Trevas, que estará destruido definitivamente! 
  Esta é a vontade do Rei da Glória, e assim se deu e assim será. Assim como o Rei da Glória deixou ao primeiro homem a opção entre viver para sempre sob sua amorosa proteção ou tomar conhecimento do Bem e do Mal e viver uma vida limitada entre eles, sabendo que o homem, pela sua fraqueza, penderia para o Mal, após a vinda do Seu Filho à Terra e da Sua vitória maravilhosa sobre as trevas, o Rei da Glória dá ao homem uma nova opção: a de passar pelo portal aberto através do sacrifício do Seu Filho e entrar na nova Terra, para uma vida verdadeira e eterna, ou ir junto com aqueles que só praticaram o mal sobre a Terra, para a condenação eterna, em companhia nada agradável das hostes demoníacas...
  O Rei da Glória suportou a maior das afrontas, que foi o homem, criação sua, torturar e matar seu santo e puro filho, e sofreu a maior das dores, com o sacrifício do justo e inocente Príncipe. 
  Mas, mesmo com o homem  virando as costas para o Rei da Glória, ele, em seu infindável  amor, sofreu as agonias que Seu Filho suportou, para dar a última e derradeira chance ao homem. 
  O Rei da Glória não falhou e nunca falhará em uma única palavra Sua. Ele continua, como sempre fez, e continuará reinando absoluto sobre todo o Universo, com Seu Filho, o Príncipe dos príncipes sentado à sua direita, em Seu Trono de glória e poder. Está consumado! Sim, a obra bendita e maravilhosa foi consumada.
  Agora, está nas mãos do homem fazer a sua opção...
 
 
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