|
Pernambuco, terra de homens
como Lampião, de artistas como Luiz Gonzaga, de empresários
como Antonio Ermírio de Moraes, de André Vidal de Negreiros,
índio Poti e Henrique Dias, heróis da resistência contra
o domínio holandês, também foi a primeira capitania
mais rica do Brasil-colônia e, apesar da invasão holandesa,
mas também graças a essa, Pernambuco acabou absorvendo uma
cultura completamente diferente da portuguesa, o que o tornou um
Estado culto e forte, mesmo sem ter as riquezas das Minas Gerais, cobiçadas
(e dilapidadas) por portugueses e aventureiros cognominados “bandeirantes”.
Foi do grande Estado de Pernambuco,
da cidade de Saloá, que veio Gervásio Aristides da Silva,
quase como um migrante, tentar a sorte em terras paulistas. Passou rapidamente
pela capital de São Paulo, onde investiu suas economias numa indústria
de sabão e depois, num supermercado, mas passando um dia por Barra
Bonita, em visita a parentes e amigos do Nordeste, ele sentiu que aqui
teria maiores oportunidades, e assim, ele iniciava um pequeno comércio
no bairro Jardim Nova Barra.
Desde sua abertura na capital,
no Jardim Nazaré, no Itaim Paulista, em 17 de outubro de 1977 e
depois, com sua continuidade em Barra Bonita, já há 25 anos,
o Supermercado Gervabom já completou mais de 30 anos, gerando empregos
e contribuindo com a economia barra-bonitense.
O nome Gervabom foi agregado à
sua pessoa desde a época que tentou seu fabrico de sabão.
O sabão dissolveu-se por falta de mercado, mas o nome Gervabom ficou,
e foi assim, desde o pequeno bar-mercearia que ele abriu no Jardim Nova
Barra, até a construção do próprio mercado,
na rua Henrique Chiaratto, que o Gervabom foi se firmando entre os grandes
mercados de Barra Bonita, recebeu várias reformas, até se
transformar no Supermercado Gervabom, hoje completamente informatizado,
gerando uma média de 30 empregos e se transformando no supermercado
mais forte e favorito do bairro.
Hoje, com suas filhas, Ana Paula,
Débora e Giovana e ainda a sobrinha Josiane, dividindo com ele a
administração do supermercado, Gervásio ainda deu
“uma mãozinha” a seus dois filhos, Roberto e Remildo, que também
se tornaram donos de seus próprios supermercados.
Mas Gervásio não
é somente um empresário nato, que veio da distante Saloá
para lutar em São Paulo. Ele também tem algum sangue político
nas veias, e assim, tornou-se na década de 90, presidente do PMN
(Partido da Mobilização Nacional), mas logo deixou este e
ingressou no PMDB, pelo qual se elegeu com boa margem de votos em
1992, para a Câmara Municipal de Barra Bonita.
Nesse tempo, época do governo Ortigosa-Froline, o guerreiro
de Saloá, após ver aprovado na Câmara um projeto ao
qual ele se mostrou contrário desde o início, pois cedia-se
um grande terreno a uma empresa da capital que ninguém sabia a que
vinha, Gervásio, às suas próprias custas, viajou para
a capital e investigou a empresa, vindo a constatar que tudo era um golpe
empresarial. O prefeito Ortigosa foi avisado, o projeto foi barrado e Gervásio
evitou, com sua luta e perspicácia, um possível prejuízo
ao município.
Afastando-se do cenário
político, ele voltaria em 2000, eleito segunda vez vereador, no
governo José Carlos Teixeira. Mas a partir dai, Gervásio
já tinha outros horizontes em mente. Anteriormente formado Técnico
Contábil pela FunBBE (Fundação Barra Bonita de Ensino),
entre 2001 e 2004, ele iria se formar em Administração de
Empresas, pela FIP (Faculdade do Interior Paulista). E, não bastasse
tudo isso, de 2005 a 2007 ele fez especialização em Gestão
Pública pela Unesp-Bauru, setor de Engenharia de Produção.
Hoje, o jovem que veio de
Saloá há mais de 30 anos e adotou Barra Bonita como sua segunda
terra natal, tem competência politica e administrativa, não
só para ser um prefeito, mas até para ensinar um prefeito
a administrar um município!
“ Tenho que respeitar a confiança
que os eleitores depositaram em mim. Eu sei o que quero e sei o que é
bom para Barra Bonita!” – Gervásio, em 1992, numa matéria
no antigo Jornal da Barra, após ser eleito vereador.
|