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Colaboração: Jornal dos Amigos _ Roberto Bendia Brasileiro faz piada com português por não entender que os dois povos têm lógicas diferentes. O português é mais literal, cultiva um preciosismo de síntaxe. Vejam só: Uma brasileira dirigia por
Portugal, quando viu um carro com a porta de trás aberta. Solidária,
conseguiu emparelhar e avisou:
Outro brasileiro estava em
Lisboa e numa sexta-feira perguntou a um comerciante se ele fechava no
sábado. O vendedor respondeu que não. No sábado, o
brasileiro voltou e deu com a cara na porta. Na segunda-feira, cobrou irritado
do português:
Um jornalista hospedou-se
há um mês num hotel em Évora. Na hora de abrir a água
da pia se atrapalhou, pois na torneira azul estava escrito 'F' e na outra,
preta, também 'F'. Confuso, quis saber da camareira o por quê
dos dois "efes". A moça olhou-o com cara de espanto e respondeu,
como quem fala com uma criança:
Em Lisboa, a passeio, o brasileiro
resolveu comprar uma gravata. Entrou numa loja do Chiado e, além
da gravata, comprou ainda um par de meias, duas camisas sociais, uma pólo
esporte, um par de luvas e um cinto. Chorou um descontinho, e pediu para
fechar a conta. Viu então que o vendedor pegou um lápis e
papel e se pôs a fazer contas, multiplicando, somando, tirando porcentagem
de desconto, etc. Intrigado, o brasileiro perguntou:
Há ainda a história
de um brasileiro que morou por um ano em Estoril e contou que lá,
num certo dia, meio perdido na cidade perguntou ao português:
Um turista brasileiro alugou
um carro e decidiu ir à Espanha. Tomou uma estrada sem muita convicção
e encontrando à beira da estrada um camponês, perguntou:
Um grupo de brasileiros tendo
terminado de almoçar quis tomar café.
O casal de brasileiros
entra num restaurante na rua do Diário que tem uma vista bonita
para o rio e pergunta:
O brasileiro examina o cardápio
em um restaurante de Lisboa e chama o garçon para tirar uma dúvida.
Direitos humanos?
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