Desde os primórdios do tempo,
até os dias atuais, com todo avanço tecnológico obtido
pelo ser humano, o mistério que mais intriga o homem
é saber de onde veio e também - e principalmente, para onde
vai...
Todos, de uma forma ou outra, acreditam
num paraíso celestial, que para os índios norte-americanos
seria um local de verdejantes planícies, com caça abundante.
Para os Vikings, todo aquele que morresse empunhando sua espada
mereceria um lugar ao lado de Odin, com muita festa e bebedeiras. Para
os budistas, é o Nirvana, para os espíritas já
não há a preocupação com o paraíso,
mas sim com a reencarnação, que seria uma oportunidade da
alma voltar ao estágio humano e procurar sua progressão.
A Igreja Católica, por muitos anos, manteve nos fiéis a crença
no purgatório, antes da alma ir ao paraíso ou ao inferno.
Mas, dentro do Cristianismo, de uma maneira geral, o corpo irá repousar
de sua labuta na Terra e o espírito voltará a Deus, que o
criou, até que aconteça o Juízo Final, quando então
as almas irão receber seu prêmio ou castigo, dependendo da
maneira como se comportaram dentro de sua ‘casca humana” no plano
terreno.
Nesta matéria enfocando direta
ou indiretamente a morte, que é essa passagem de um plano físico
para outro etéreo, coberta de insondáveis mistérios,
que tanto fascinam, quanto assustam os viventes, não é
nosso desejo causar nenhum tipo de constrangimento, mas sim, levar a uma
reflexão sobre a vida e a morte, pois elas se laçam e se
entrelaçam e são a confirmação da efemeridade
de uma e da existência de outra. Além delas, como disse o
Eclesiastes, tudo é vaidade...
A
cultura dos povos
Os índios da América
do Norte nutrem o maior respeito pelos seus cemitérios, sendo que
quando eles ainda dominavam as planícies americanas, antes da invasão
do homem branco, a não reverência ao cemitério poderia
acarretar a sentença de morte a qualquer um.
A religião Budista
e outras seitas, como a Seicho-No-Iê, reverenciam seus mortos, num
extremado respeito aos antepassados. Na América Latina, talvez por
influência do catolicismo, é comum ver pessoas fazendo o ‘sinal
da cruz’ dentro ou ante a porta de um cemitério.
De uma ou outra forma, um
cemitério é visto na maioria das vezes com temor e respeito.
Alguns ainda nutrem um infantil medo dos mortos. Em praticamente todos
os lugares do mundo um cemitério é tido como campo santo
ou campos elísios. Em Campinas, grande metrópole do interior
de São Paulo, um bairro imenso nasceu ao redor de um cemitério.
E o bairro acabou ficando com o nome de Campos Elísios.
Porém, desde a época
dos faraós, sepultados em sarcófagos dentro de imensas pirâmides,
passando pela Idade Média, quando os mortos eram sepultados em criptas
ou cavernas, até chegarmos aos dias de hoje, o que podemos ver é
que até a morte acaba gerando a vida, através da sobrevivência
daqueles que labutam nesse mister, desde os antigos embalsamadores até
fabricantes de caixões, donos de marmorarias e funerárias,
empresas de cremação, carpinteiros, pedreiros e muitos outros,
como os artistas que fizeram os túmulos mais bonitos de antigos
cemitérios, num incrível paradoxo da vida e da morte.
A
morte na cultura
No cemitério
de Piracicaba,SP, por ter sepultos ali pessoas famosas, a Secretaria da
Cultura acabou transformando o local em ponto de exposição
de artistas e atração turística. No cemitério
de Barra Bonita, apesar de ali estar sepultado o grande astro da música
sertaneja, Belmonte, da dupla Belmonte e Amaraí, morto em 1972,
o local não foi aproveitado turisticamente, mas mesmo assim, muitas
mulheres sobrevivem da lavagem de túmulos.
E o assunto é
muito vasto, e já que retrata a efemeridade da vida e o mistério
da morte, não chega a ser mórbido, pois sempre causará
temor, espanto e respeito e também incertezas e esperanças,
levando a pessoa à reflexão. Não foi por nada que
o sábio rei Salomão disse que era melhor se ir a um velório
do que a uma festa, pois justamente no primeiro lugar é que a pessoa
irá refletir, ponderar e crescer espiritualmente.
E, além de vasto,
e pelas razões acima citadas, o assunto também já
despertou o interesse de grandes mortais, como William Shakespeare, que
em seu Hammlet, dedica várias páginas ao encontro do rei
e dos coveiros em pleno cemitério, onde em diálogos impressionantes,
eles conversam justamente sobre essa insondável paridade entre a
vida e a morte.
O
Espiritismo
Uma das várias formas religiosas
que existem – e que causa mais controvérsias, é o espiritismo.
Em 1994, a Rede Globo do Brasil lançou a novela A Viagem, da autora
Ivani Ribeiro, que justamente usa o espiritismo como tema central. Embora
sabendo que “existem mais mistérios entre o Céu e a Terra
do que possa imaginar nossa vã filosofia”, como disse Shakespeare,
nossa reportagem foi conferir o que é o espiritismo e o que a igreja
Católica, uma das mais ferrenhas inimigas do mesmo, tinha a dizer.
O cidadão brasileiro, que
abriga em suas crenças várias tendências religiosas
e ou esotéricas, do catolicismo romano ao candomblé e ao
protestantismo, até as religiões orientais, é um crédulo
por natureza. A FEB – Federação Espírita do Brasil,
estima que cerca de uns 40 milhões de brasileiros acreditam em reencarnação,
ou seja, que o espírito deixa o corpo e volta em outro corpo. Se
foi uma pessoa boa, volta num corpo melhor; se ruim, pode até voltar
em um corpo deformado ou de um mendigo, por exemplo. A isso eles chamam
de progressão espiritual, pois a cada reencarnação
o reencarnado vai tendo chances de se tornar melhor e assim, em espírito,
ir atingindo estágios superiores...
No total de espíritas citado
pela FEB, um terço dele é formado de espíritas praticantes,
seguidores fiéis dos ensinos de Allan Kardec. Nisso também
o brasileiro é campeão. No Brasil é onde as teorias
kardecistas têm maior número de seguidores.
Allan Kardec, que se chamava Hippolyte
Leon Denizard Rivail, nasceu em Lyon, França, em 1804. Ele foi discípulo
de Pestalozzi e escreveu, além da “bíblia de Kardec”, 5 livros
sobre reencarnação de espíritos e também muitos
outros escritos e revistas. No Brasil, o mineiro Francisco Cândido
Xavier, o Chico Xavier, já falecido, foi um dos pináculos
do espiritismo, tendo escrito mais de 80 livros psicografados, ou seja,
com a ajuda de “espíritos superiores”. Seu livro Nosso Lar, de 1944,
primeiro de uma série psicografada pelo espírito do médico
André Luiz, vendeu até a década de 90, mais de 880
mil exemplares.
Uberaba, MG, mais conhecida como
“terra de Chico Xavier”, abriga quase 100 centros espíritas e é
alcunhada de Capital Brasileira do Espiritismo. Após ela, vem a
Bahia, conhecida como “terra de todos os santos”, que também teve
um ilustre divulgador de Kardec: Divaldo Pereira Franco, que contava 67
anos na época do lançamento da novela da Globo. Divaldo,
que é de Feira de Santana, BA, já tinha mais de 100 livros
publicados sobre o tema, grande parte também psicografados. Divaldo
foi o maior divulgador brasileiro da teoria kardecista, tendo feito palestras
em cerca de 50 países e por mais de 600 cidades em todo mundo.
Em Barra Bonita, cidade onde moro,
existem 3 centros espíritas. A reportagem consultou o líder
católico da cidade, padre Celso Maximino José, que explicou
que...”A idéia da reencarnação é antiga. Corresponde
a uma concepção arcaica do Universo: depois de morrer, a
pessoa não tinha para onde ir, então voltava à Terra
e se reencarnava. Com o tempo, a idéia de reencarnação
adquiriu novos sentidos, como cumprimento do destino, purificação,
etc. A idéia da ressurreição também não
é nova, mas em Jesus Cristo ela manifesta o projeto de Deus em relação
à Humanidade, ou seja, o justo permanece para sempre. Os justos
viverão, nos diz as Escrituras Sagradas, mas não por força
própria, se reencarnando, se autopurificando, mas por que Deus os
fará viver. Tanto a reencarnação como a ressurreição
têm em comum dois pontos: ambas supõem a fé, pois não
existem provas científicas de que alguém reencarnou ou ressuscitou;
e ambas acreditam na indestrutibilidade da vida e, portanto, na continuidade
infinita...Mas eu não posso aceitar um outro ensinamento por que
é mais conveniente ou simpático. O conteúdo da minha
fé é fundamental, pois ela norteia minha vida. Então
basta perguntar: o que Jesus ensinou? Os Evangelhos falam-me de ressurreição
e não de reencarnação. Daí eu prefiro a certeza
da Palavra de Jesus!”
A reportagem ouviu quatro jovens
também, cada qual com sua própria visão do tema...
Para Vanda Lucia Lanzoni, não existe
reencarnação. Ela acredita em Deus e até em espíritos,
mas não em espiritismo. “A gente está aqui, cumpre um destino,
mas a nossa alma ou espírito, após a morte, não volta
em outro corpo...Acredito que depois de morto, a gente continua vivendo
neste espaço mesmo...Céu, inferno, essas histórias
que as religiões ensinam, eu não acredito também.”
José Remildo da Silva é
taxativo: “Morreu, acabou, não volta mais...Não entramos
em outro corpo...Morreu, fica por lá (?)”...
Marcos Aurélio Paschoal
disse que acredita em reencarnação, mas que tinha algumas
dúvidas: “Tenho procurado mais informações, evidências
que possam me proporcionar maior fé na reencarnação...”
Luciana Palmezan , convicta espírita,
disse que “temos que cumprir uma missão aqui. Se não for
bem feita, a gente tem que voltar para terminá-la...A reencarnação
é um processo evolutivo do espírito.”
E
quem está com a razão?
O Brasil é a “terra multinacional”,
tanto a nível de população, pois aqui, desde seu descobrimento,
feito pelo português Pedro Alvares Cabral e que trouxe em suas esquadras
pessoas de várias nacionalidades e que por aqui ficaram, como também
no contexto religioso, pois herdamos as crendices indígenas, primeiros
habitantes do Brasil, as crendices trazidas pelo catolicismo do século
XV e as crendices dos escravos africanos. Além disso, foram se incorporando
as crendices budistas, trazidas pelos imigrantes japoneses e as angro-saxônicas,
trazidas pela Reforma de Lutero e Calvino. Não bastasse tudo isso,
foram se somando os ensinos kardecistas, da Seicho-No-Iê e ainda
práticas esotéricas.
Em face disso, pode-se, numa mesma
cidade brasileira, por menor que seja, ter-se um templo católico,
outro protestante, que se subdividiu em várias seitas chamadas evangélicas,
terreiros de candomblé, centros espíritas e outros.
O povo brasileiro, por esta miscigenação
religiosa, acaba aceitando tudo. Por exemplo, um brasileiro “crente”, como
se costuma dizer, normalmente aceita os ensinamentos da sua denominação
religiosa, mas tem dúvidas sobre o purgatório, pregado pela
igreja Católica e fica com o pé atrás quando o assunto
é macumba. Mas também ele acredita em espíritos mas
não em espiritismo e não acredita em Saci Pererê,
mas jamais irá passar uma noite num cemitério ou numa mata,
pois, segundo um ditado popular por aqui, seguro morreu de velho!
Mas, o que fica de tudo isso, é
a certeza de que ninguém tem muita certeza de para onde vai a alma
após a “viagem”. Todos botam certa fé em suas crendices,
mas na hora do “é agora” mesmo, ou seja, no momento de uma doença
grave, de um perigo repentino ou mesmo na hora da morte, todo ser humano,
brasileiro ou não, vai gritar por Deus! E aqui está a maravilha
e o grande mistério. Mistério insondável até
mesmo para o mais ferrenho cristão. Certamente, somente os santos
apóstolos de Jesus Cristo tinham a verdadeira certeza. De nossa
parte, apenas a meia certeza de quem está com a razão: vamos
para o Céu? Existe inferno ou não? A alma pode reencarnar?
Haverá ressurreição dos mortos ou morreu, morreu e
ponto final?!
Mas
o que é Verdade?
Esta foi a
pergunta que fizeram a Jesus, pouco antes de sua crucificação.
Ele não respondeu, pois em seus 3 anos de ministério
na Terra, já havia dito que Ele é o Caminho, a Verdade e
a Vida. Então, concluindo a matéria, uma religião
prega isso; a outra prega aquilo; e, por isso as pessoas ficam ainda mais
perdidas.
Umas dizem
que existe a reencarnação. A Bíblia Sagrada, apesar
de não citar tal palavra, deixa uma interpretação
para tal, quando Jesus deu a entender que João Batista era o profeta
Elias. Mas não seria uma reencarnação literal, pois
no livro da Bíblia chamado Juízes, narra que Elias foi levado
(vivo) para o Céu num carro de fogo. Então, se Elias não
morreu, também não reencarnaria, ficando as palavras de Jesus
no âmbito dos mistérios de Deus. Mas, como tudo só
acontece com a permisssão de Deus e como para Deus nada é
impossível, Ele, se quisesse, poderia dar o espirito de Elias a
João Batista. E quem O impediria?
Deus é
Amor, dizem todas as religiões. E é verdade. Mas esquecem
de citar que o Senhor está esperando o cálice da Sua ira
e do Cordeiro encher, para o derramar sobre todo habitante da Terra. Este
será o Dia do Juízo, como está em Apocalípse.
E lá diz que o Senhor fará com que o mar e a terra devolvam
seus mortos, para o Dia do Julgamento, quando toda alma prestará
contas de suas ações, sejam boas ou más, perante o
Altíssimo e o Cordeiro.
E, finalmente,
não citando aqui as heresias que religiões têm cometido
ultimamente, para as duas correntes, a dos que acreditam que morreu, acabou,
sem jamais voltar da sepultura, e a dos que acreditam que morreu acabou,
tanto para o corpo quanto para a alma, que deixam de existir até
que Deus faça a vida voltar aos corpos e todos vão viver
numa terra paradisíaca, vamos ver o que o apóstolo Pedro
fala no livro da Bíblia chamado Pedro I, capítulo 3, versículo
18..."Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados,
o Justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto
na carne, mas vivificado no espírito; no qual também
foi, e pregou aos espíritos em prisão; os quais noutro
tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias
de Noé, enquanto se preparava a arca"... Então, segundo
as Escrituras, existe sim, o mundo dos mortos! E, em Apocalípse
capítulo 13, versículo 9 a 12..."Seguiu-os ainda
um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta,
e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também
o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem
mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo
e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. A fumaça
do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso
nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele
que recebe o sinal do seu nome. Aqui está a perseverança
dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em
Jesus".
E aqui as
Sagradas Escrituras garantem que haverá um Julgamento e que os que
creram em Jesus e procuraram obedecer a Deus, vão para a vida eterna,
e os que agiram de modo contrário, somente fazendo o mal, vão
para o lago de fogo e enxofre, onde já estarão Satanás
e seus anjos maus, a besta e o falso profeta...
Concluindo,
segundo a Bíblia Sagrada, já que não existe outro
livro que dê tal informação, existe o mundo dos mortos,
onde as almas aguardam o Juízo Final. Mas aqueles que serviram a
Deus, vão aguardar o Julgamento atrás de Seu Trono, pois,
segundo um rabino brasileiro, ele não se sentiria bem se sua alma
tivesse que ficar no mesmo lugar onde está a de Hitler...Faz todo
sentido! E ainda, todos os mortos serão ressuscitados e passarão
pelo Grande Julgamento, indo os retos para a vida eterna e os ímpios
para o castigo eterno. Assim diz as Escrituras Sagradas. E se você
não acredita nisso, pode dizer também que não acredita
em Deus e nem em Jesus. Faz sentido? Nós pesquisamos e encontramos
estas respostas. Você poderá ficar com uma delas ou ainda
procurar a sua. Mas, como disse o pe. Celso Maximino, não existem
provas científicas. É tudo uma questão de fé... |