Um dos monstros sagrados da música
sertaneja, a raizona mesmo, é João Batista da Silva, ou João
Pacífico, como ficou conhecido. Ele nasceu em 5 de agosto de 1909,
filho de uma ex-escrava, Dona Domingas, e do maquinista José Batista
da Silva. O nome do pai não consta do registro de nascimento, pois
o fenomenal compositor foi registrado um ano depois. João Pacífico
viveu toda sua infância na cidade onde nasceu, que à época
se chamava Cordeiro e hoje, Cordeirópolis, SP.
Atento à música,
aos cantadores e violeiros, sentia a vocação de poeta crescer
com ele. Jamais tocou um instrumento, mas sua musicalidade espantava. Procurou
no trem as estradas da vida e teve sorte ao encontrar Guilherme de Almeida,
que muito ajudou quando João Pacífico chegou em São
Paulo, capital, em 1924. Fez amizade e parceria com Raul Torres,
e juntos viriam a criar clássicos da música popular brasileira.
Seu jeito calmo e tranqüilo é que motivou o apelido João
Pacífico.
A primeira composição
da dupla foi Seo João Nogueira, gravada por Torres e Aurora Miranda,
em 1934. No ano seguinte, Torres e Florêncio gravaram a imortal canção
Chico Mulato. Na gravação original Florêncio não
pôde comparecer e a segunda voz é do próprio João
Pacífico). Daí para a frente centenas de composições
e sucessos definitivos, como Cabocla
Tereza, Pingo d'Água, Mourão
da Porteira, Caco de Vidro, Doce de Cidra e outros, até sua morte,
em São Paulo, em 30 de dezembro de 1998, aos 89 anos de idade.
Clique na foto
para assistir João Pacífico e Adauto Santos cantando Pingo
D´água

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