Letônia - Invadida, sim. Dominada, nunca!
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 A República da Letônia, ex-República da antiga União Soviética, é o nome aportuguesado de Latvia ou Lettonie ou ainda Layvijas, mas o nome letão é mesmo Latvija Republika e sua capital chama-se Riga. 
 A "Lat", moeda do País, leva orgulhosa o nome derivado de Latvija. Sua forma no plural é Lati e Latu. Já a religião na Letônia é cristã, formada por luteranos e o catolicismo ortodoxo russo.

Repúblicas Bálticas

  A Letônia faz parte das chamadas Repúblicas Bálticas, formadas por ela e mais dois países, Lituânia ao sul e a Estônia ao norte. Os três países recebem tal nome por compreenderem a região na costa do Mar Báltico, ao nordeste da Europa.
 Nessa região são encontradas cidades que abrigam muralhas e igrejas medievais e construções do século XIV, sobretudo nas três respectivas capitais. Alguns pontos turísticos são, na Estônia, a cidade de Tallinn tem torres e praças praticamente intactas desde o século XV. Abriga as ruínas do convento de Santa Brígida e o palácio do imperador russo Pedro I, hoje residência do Presidente da República. 
 Na Lituânia há o centro histórico de Vilnius, Patrimônio da Humanidade, que abriga o Morro Gediminas, a Catedral com suas três estátuas monumentais no frontão, a Igreja de Sant`Ana e a Universidade, fundada pelos jesuítas em 1571.
 E, na Letônia, sua capital Riga, maior metrópole do Báltico, é famosa por suas igrejas medievais e obras primas da arquitetura art-nouveau de relevância internacional, como o Barroco Palácio de Rundale. 

Divisão administrativa da Letônia
e a histórica cidade de Sigulda

  A divisão administrativa da Letônia é composta por 26 distritos e 7 cidades. Além da capital, suas principais cidades são: Daugavpils, Jelgava, Jurmala e Liepaja. E as outras cidades do País, e não menos importantes, são: Aizkraukle, Aluksne, Auca, Auce, Balvi, Cesis, Gulbene, Jekabpils, Kraslava, Kurzeme, Limbazi, Ludza, Plavinas, Sabile, Salaspils, Saldus, Saulkrasti, Smiltene, Staicele, Talsi, Valka, Valmiera, Vecumnieki, Ventspils e Zemgale.
 Já Sigulda, cidade destaque da Letônia, fica a 53 quilômetros de Riga, e é conhecida localmente como a Suíça Letã pela beleza das paisagens do Parque Nacional de Gauja, que tem na cidade sua entrada principal. Mas em Sigulda também se encontram as ruínas do castelo do século XIII dos Cavaleiros da Espada, ordem alemã que dominou a região na Idade Média e a misteriosa Caverna de Gutmanis, famosa pela lenda de amor renascentista entre a Rosa de Turaida e o jardineiro do castelo Viktors.

A Letônia - Do século IX à independência no século XX 




 
 
 

 Vikings, russos, suecos e alemães invadem a região entre os séculos IX e XII. O cristianismo é imposto à força pelos alemães às tribos locais, reduzidas à servidão. O domínio alemão sobre a Confederação Livoniana (Estônia, Letônia e Lituânia) prolonga-se por três séculos, até que a extinção da Ordem dos Cavaleiros Teutônicos, em 1561, leva ao seu desmembramento.
 A Letônia cai, então, sob domínio polonês e depois, sueco, antes de ser incorporada ao Império Russo no século XVIII. O czar russo Alexandre I abole a servidão na Letônia em 1817, medida adotada na própria Rússia só 40 anos depois. Mas os aristocratas alemães, descendentes dos conquistadores do século XII, mantêm a propriedade da terra como seu privilégio exclusivo, o que alimenta o sentimento nacionalista letão.
 Em 18 de novembro de 1918, aproveitando a derrocada do Império Russo durante a I Guerra Mundial e as dificuldades enfrentadas pelo novo regime soviético, o Conselho Nacional letão proclama em Riga a independência do país. Mas esta pouco dura. Em 1934 instala-se o regime autoritário dirigido por Karlis Ulmanis e, em 1940, nas manobras iniciais da II Guerra Mundial, a URSS invade a Letônia, como consequência de um acordo entre os chanceleres Molotov e Ribbentropp, referente à partilha de vastas regiões do Leste Europeu entre a URSS e a Alemanha nazista. No decorrer da guerra o País é ocupado pela Alemanha nazista, de 1941 a 1944. Em 1945, com a derrota alemã, a Letônia volta a fazer parte da URSS.
 A integração da Letônia ao comunismo soviético, com a coletivização da agricultura e a estatização das empresas, é conseguida à custa de pesada repressão. Centenas de milhares de camponeses são removidos de suas terras, presos, deportados ou executados. O governo soviético instala grande número de imigrantes russos no País.
 Em 1987, durante o governo reformista de Mikhail Gorbatchov, surgem em Riga as primeiras manifestações de massa contra o domínio soviético. A Frente Popular, criada no ano seguinte a partir da união de diferentes grupos políticos, conquista, em 1989, ampla vitória nas eleições legislativas, com sua proposta de transição para a independência.
 Esta, final e definitivamente, é proclamada no dia 21 de agosto de 1991. Os ressentimentos étnicos, claro, exprimem-se na Lei da Cidadania, aprovada em outubro. Ela só concede cidadania a quem comprovar 16 anos de residência no País, o que exclui grande parcela dos moradores de origem russa. Em setembro de 1994, os últimos soldados russos retiram-se do País.
 O indomável povo respira feliz os ares da tão aguardada independência, sem qualquer intervenção estrangeira em seu amado solo. O Monumento à Liberdade (foto acima), vigiado as 24h do dia, como deve ser vigiada a liberdade, é o símbolo desse País, invadido, sim. Dominado, nunca!

Livre, a Letônia entra no século XXI

A ex-presidente Vaira e os atuais primeiro-ministro e presidente

  Na Letônia o regime é como na maioria dos países europeus, tendo em seu comando, lado a lado, um presidente e um primeiro-ministro. O presidente é eleito pelo Legislativo.
Valdis Dombrovskis é o primeiro-ministro da Letônia hoje e, coincidentemente, o atual presidente, eleito em 2007, se chama Valdis Zatlers.
 Vaira Vike-Freiberga, foi a primeira presidente do País e o conduziu por dois mandatos consecutivos. Em 1999 ela esteve no Brasil, demonstrando o interesse do seu País pelo etanol brasileiro e, em 2004, ela levou a Letônia à histórica conquista da entrada na União Européia e na OTAN.
 

 Acima, o selo de 2002, emitido em comemoração aos 90 anos do Zoológico de Riga. Ao lado, o Ópera Nacional da Letônia,  sede do renomado Balé de Riga, onde estudaram Mikhail Baryshnikov e Alexander Godunov. Na sequência, selo emitido na Letônia em 2006, valor de 0,36 Lats, com São Cristóvão, símbolo da capital. Ao lado, selo emitido pela ONU em 2008, de 1 Lats (0,65 euros).

Matéria baseada em notícias da Folha e em informações do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Letônia – www.am.gov.lv/lv/ (o site é feito nas linguas letã, russa e inglesa)

 

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