Letras de músicas
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É ao entardecê, quando a vida parece emudecê, que o caboclo distante do seu rincão,  sente a sodade doê. E pegando na viola, a tristeza ele consola, sem mais nada a fazê... - Sérgio Ferraz
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Meu Rincão 
Belmiro e Belmonte 

Que saudade do sertão 
Do lugar onde nasci 
Lá deixei meu coração 
Desde o dia que parti 
Lembro a terra abençoada 
Das suas matas o verdor 
Lembro a lua prateada 
E a cabocla meu amor 
Minha viola ficou 
Lá num canto emudecida 
Tanto tempo já passou 
Só restou em minha vida 
A lembrança tão querida... 

Desde que te vi
Belmonte e Amarai

Um dia de manhãzinha 
Ao percorrer a fazenda 
Encontrei com minha prenda 
Que passeava sozinha 
Eu disse, oh, minha querida 
Não sabes o quanto te quero 
Eu sou um moço sincero 
Que teu amor solicita 
Quisera que Deus permita 
Eu ser o teu amor primeiro 
Desde que te vi, que te quero 
Desde que te vi, te adoro 
Desde que te vi, te venero 
Porque tu és o meu tesouro 
Porque te tenho, que te tenho que querer 
Porque te tenho, que te tenho que adorar 
Porque te tenho, que te tenho que querer 
Nem que teus pais não queiram me ver 
Não tenho muito dinheiro 
Pra construir nosso ninho 
Mas terás todo carinho 
Do meu amor verdadeiro 
Meu amor te quero tanto 
Mas que tudo nesta vida 
Ainda juro querida 
Que a te serei sincero 
Saibas que muito te quero 
És o meu amor primeiro 
Desde que te vi, que te quero 
Desde que te vi, te adoro 
Desde que te vi, te venero 
Porque tu és o meu tesouro 
Porque te tenho, que te tenho que querer 
Porque te tenho, que te tenho que adorar 
Porque te tenho, que te tenho que querer 
Nem que teus pais não queiram me ver

Menino da Porteira 
Sucesso de Teddy Vieira, já gravado
por várias duplas e cantores solos

Toda vez que eu viajava 
Pela estrada de Ouro Fino 
De longe eu avistava 
A figura de um menino 
Que corria abrir a porteira 
Depois vinha me pedindo 
Toque o berrante seu moço 
Que é pra eu ficar ouvindo 
Quando a porteira fechava 
E a poeira ia abaixando 
Eu jogava uma moeda e ele saia gritando 
Obrigado, boiadeiro, que Deus vá 
Lhe acompanhando 
Por este sertão à fora, meu berrante 
Ia tocando 
Nos caminhos desta vida 
Muito espinho eu encontrei 
Mas nenhum calou mais fundo 
Do que isso que eu passei 
Na minha viagem de volta 
Qualquer coisa eu cismei 
Vendo a porteira fechada 
O menino não avistei 
Apiei do meu cavalo num ranchinho 
Beira-chão, vi uma mulher chorando 
Quis saber qual a razão 
Boiadeiro, veio tarde 
Veja a cruz no estradão 
Quem matou o meu filhinho 
Foi um boi sem coração 
Lá pras bandas de Ouro Fino 
Levando gado selvagem 
Quando passo na porteira 
Até vejo a sua imagem 
O seu rangido tão triste mais parece 
Uma mensagem, daquele rosto trigueiro 
Desejando-me boa viagem 
A cruzinha do estradão 
Do pensamento não sai 
Eu já fiz um juramento, que 
Não esqueço jamais 
Nem que o meu gado estoure 
E que eu precise ir atrás 
Neste pedaço de chão 
Berrante eu não toco mais...

Cavaleiros do Céu
(Ghost riders in sky)
Country gravado por Carlos 
Gonzaga na década de 60 e 
regravado por Milton Nascimento
Música tema do filme Motoqueiro Fantasma

Vaqueiro do Arizona 
Desordeiro e beberrão 
Seguia em seu cavalo 
Pela noite do sertão 
No céu porém a noite ficou rubra 
Num clarão. 
E viu passar num fogaréu 
Um rebanho no céu 
Ipiaê, ipiaô...Correndo pelo céu 
As rubras ferraduras punham 
brasas pelo ar 
E os touros com o fogo 
Galopavam sem cessar 
Atrás vinham os vaqueiros 
Como loucos a gritar 
Vermelhos a queimar também 
Galopando para o além
Ipiaê, ipiaô...Correndo pelo céu 
Um dos vaqueiro ao passar 
Gritou, dizendo assim 
Cuidado companheiro ou virás para onde eu vim 
Se não mudas de vida, 
Tu terás o mesmo fim 
Querer pegar num fogaréu 
Um rebanho no céu! 
Ipiaê, ipiaô...Correndo pelo céu 
Ipiaê, ipiaô...Ipiaê, ipiaô... 

Bat Masterson 
Sucesso de 1959, gravado por 
Carlos Gonzaga 

No Velho-Oeste ele nasceu 
E entre bravos se criou 
Seu nome em lenda se tornou 
Bat Masterson, Bat Masterson 

Sempre elegante e cordial 
Sempre bom amigo, mais leal 
Foi da justiça um defensor 
Bat Masterson, Bat Masterson 

Em toda a canção contava 
sua coragem e destemor 
Em toda canção falava 
De uma bengala e um grande amor 

É o mais famoso dos heróis 
Que o Velho-Oeste conheceu 
Fez do seu nome uma canção 
Bat Masterson, Bat Masterson 

Eu sei que te perdi 
Belmonte e Amarai 

Os olhos que eu adorava 
Tinham maldade 
Os lábios que eu beijei 
Onde estarão 
A sua ausência querida 
Traz a saudade 
Minha alma se desespera 
Na solidão 
Bem sei que já te perdi 
Para toda a vida 
O meu castelo de sonhos 
Já foi ao chão 
O dia que tu voltares 
Arrependida 
Talvez seja muito tarde 
Para o perdão 
Partistes, para longe talvez 
Chorei, o nosso amor 
Jamais, perdoarei outra vez 
Deixei, de ser um sonhador.

Tristeza do Jeca 
Sucesso nas vozes de Tonico e Tinoco

Eu nasci naquela serra, num ranchinho beira-chão  
Todo cheio de buraco, onde a lua faz clarão  
Quando chega a madrugada, lá no alto a passarada  
Principia o barulhão  
Nesta viola eu canto e gemo de verdade  
Cada toada representa uma saudade  
Vou parar com minha viola, já não posso mais cantar  
Pois o Jeca quando canta, tem vontade de chorar  
E o choro que vai caindo, devagar vai se sumindo  
Como as águas vão pro mar  
Nesta viola eu canto e gemo de verdade  
Cada toada representa uma saudade...  

Saudade de Minha Terra
Belmonte e Amarai

De que me adianta, viver na cidade, 
Se a felicidade não me acompanhar 
Adeus paulistinha, do meu coração 
Lá pro meu sertão eu quero voltar 
Ver a madrugada, quando a passarada 
Fazendo alvorada, começa a cantar 
Com satisfação, arreio o burrão 
Cortando o estradão, saio a galopar 
E vou escutando o gado berrando 
Sabiá cantando no jequitibá 

Por nossa senhora, meu sertão querido 
Vivo arrependido de ter te deixado 
Nesta nova vida, aqui na cidade 
De tanta saudade eu tenho chorado 
Aqui tem alguém, diz que me quer bem 
Mas não me convém, eu tenho pensado 
Eu digo com pena, mas esta morena 
Não sabe o sistema que eu fui criado 
Estou aqui cantando, de longe escutando 
Alguém está chorando com o rádio ligado 

Que saudade imensa, do campo e do mato 
Do manso regato que corta as campinas 
Aos domingos eu ia passear de canoa 
Nas lindas lagoas de águas cristalinas 
Que doce lembrança, daquelas festanças 
Onde tinha dança e lindas meninas 
Eu vivo hoje em dia, sem ter alegria 
O mundo judia, mas também ensina 
Estou contrariado, mas não derrotado 
Eu sou bem guiado pelas mãos divinas 

Pra minha mãezinha, já telegrafei 
Que já me cansei, de tanto sofrer 
Nesta madrugada, estarei de partida 
Pra terra querida que me viu nascer 
Já ouço sonhando, o galo cantando 
O inhambu piando no escurecer 
A lua prateada, clareando a estrada 
A relva molhada desde o anoitecer 
Eu preciso ir pra ver tudo ali 
Foi lá que nasci, lá quero morrer. 
 
 
 
 


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