Miltinho Rodrigues
Ouça a música Adeus, Amigo Belmonte
(e veja a letra abaixo)
Colaboração:  Roberto Fidalgo e Neubes Luciano



 
 
 
 

 Na primeira vez que  Miltinho esteve em São Paulo, foi apresentado a um artista muito conhecido: o Tibagi, o qual lhe fez um convite para formar uma dupla sertanejo-romântica. Não demorou muito e Miltinho resolveu definitivamente mudar para a capital paulista e,  após o entendimento com o Tibagi, veio a formação da dupla ( Tibagi & Miltinho). A estréia da dupla recém-formada, foi na rádio Bandeirantes, no programa Serra da Mantiqueira, e após alguns programas, foram levados por dois padrinhos,  TEDY VIEIRA e BENEDITO SIVIERO, à gravadora Chantecler, e assinaram os contratos. 
 E assim, trabalharam juntos durante cinco anos. Gravaram vários discos de grande sucesso na gravadora Chantecler e também em outras companhias de discos. Com a separação da dupla, Miltinho foi convidado pelo diretor artístico da Chantecler,  Braz Biagio Bacarin, a gravar como cantor solo.
 Pela sua voz afinadíssima e potente, de timbre parecido com o grande Miguel Aceves Mejia, Miltinho ficou sendo conhecido como o Trovador do Brasil. Ele gravou na etiqueta do galinho Chatecler, vários discos de sucesso e também gravou em outras companhias de discos, como a Continental Warner, Copacabana, RCA Victor, EMI e outras.
 Miltinho Rodrigues é cantor e compositor com o número inacreditável de 587 músicas gravadas como autor individual e com parceiros.  Na década de 70, ele foi convidado a gravar o elepê Sucessos, com Belmonte. Foi o único.
 No trágico ano de 1972, Belmonte se foi e, em 1973, ainda consternado com a morte do amigo, Miltinho Rodrigues, que inclusive frequentava em Barra Bonita a casa de D. Lucia, mãe de Belmonte, compôs a linda e triste canção Adeus, Amigo Belmonte, que o GNT traz agora, para os fãs que ainda não conhecem.

Adeus, Amigo Belmonte
Miltinho Rodrigues

Que digam que estou dormindo
E que me tragam aqui
Eu quero ficar morando
Na terra onde nasci

Assim cantava com todo sentimento
Pondo na voz a alma da canção
Talvez tivesse o cruel pressentimento
Que a morte o buscaria abraçado ao violão
Foi teu orgulho ser nosso cancioneiro
Cantando coisas bonitas de amor
Sempre falando de um povo soberano
Que chora de alegria e ri da própria dor

Quando um dia chegar
Minha ilusão infinita
Eu quero ficar morando
Na minha Barra Bonita

Descanse em paz, Belmonte meu amigo
Pois cobiçaras a terra que te amou
Em sua campa tem flores de lembrança
Molhadas com o pranto de um povo que chorou
Morreste logo, Belmonte meu amigo
Tão aplaudido do Norte até o Sul
Hoje só resta lembrar tuas canções
Que nunca esqueceremos que assim cantava tu...

Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que nasci, lá quero morrer!
 


 
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