Na primeira
vez que Miltinho esteve em São Paulo, foi apresentado a um
artista muito conhecido: o Tibagi, o qual lhe fez um convite para formar
uma dupla sertanejo-romântica. Não demorou muito e Miltinho
resolveu definitivamente mudar para a capital paulista e, após
o entendimento com o Tibagi, veio a formação da dupla ( Tibagi
& Miltinho). A estréia da dupla recém-formada, foi na
rádio Bandeirantes, no programa Serra da Mantiqueira, e após
alguns programas, foram levados por dois padrinhos, TEDY VIEIRA e
BENEDITO SIVIERO, à gravadora Chantecler, e assinaram os contratos.
E assim, trabalharam juntos durante
cinco anos. Gravaram vários discos de grande sucesso na gravadora
Chantecler e também em outras companhias de discos. Com a separação
da dupla, Miltinho foi convidado pelo diretor artístico da Chantecler,
Braz Biagio Bacarin, a gravar como cantor solo.
Pela sua voz afinadíssima
e potente, de timbre parecido com o grande Miguel Aceves Mejia, Miltinho
ficou sendo conhecido como o Trovador do Brasil. Ele gravou na etiqueta
do galinho Chatecler, vários discos de sucesso e também gravou
em outras companhias de discos, como a Continental Warner, Copacabana,
RCA Victor, EMI e outras.
Miltinho Rodrigues é cantor
e compositor com o número inacreditável de 587 músicas
gravadas como autor individual e com parceiros. Na década
de 70, ele foi convidado a gravar o elepê Sucessos, com Belmonte.
Foi o único.
No trágico ano de 1972, Belmonte
se foi e, em 1973, ainda consternado com a morte do amigo, Miltinho Rodrigues,
que inclusive frequentava em Barra Bonita a casa de D. Lucia, mãe
de Belmonte, compôs a linda e triste canção Adeus,
Amigo Belmonte, que o GNT traz agora, para os fãs que ainda não
conhecem.
Adeus, Amigo Belmonte
Miltinho Rodrigues
Que digam que estou dormindo
E que me tragam aqui
Eu quero ficar morando
Na terra onde nasci
Assim cantava com todo sentimento
Pondo na voz a alma da canção
Talvez tivesse o cruel pressentimento
Que a morte o buscaria abraçado
ao violão
Foi teu orgulho ser nosso cancioneiro
Cantando coisas bonitas de amor
Sempre falando de um povo soberano
Que chora de alegria e ri da própria
dor
Quando um dia chegar
Minha ilusão infinita
Eu quero ficar morando
Na minha Barra Bonita
Descanse em paz, Belmonte meu amigo
Pois cobiçaras a terra que te amou
Em sua campa tem flores de lembrança
Molhadas com o pranto de um povo que chorou
Morreste logo, Belmonte meu amigo
Tão aplaudido do Norte até
o Sul
Hoje só resta lembrar tuas canções
Que nunca esqueceremos que assim cantava
tu...
Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que nasci, lá quero
morrer!
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