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Estamos no início do Século
XXI e preparando para comemorar o 11o Natal neste novo século, já
dentro do Terceiro Milênio. Mas, como a verdadeira certeza dos seres
humanos é a incerteza do dia de amanhã, vamos relembrar a
magia dos Natais comemorados já há muitos, muitos anos sobre
a face da Terra. Árvore de Natal, papai Noel, músicas, presépios,
são os simbolismos da magia natalina. Além das festas e troca
de presentes, o Natal tem um significado muito grande para os cristãos,
pois é a data magna da cristandade, onde se comemora o nascimento
de Jesus Cristo.
Dentro das alegorias da data, a
que mais a simboliza é a do presépio. Presépio ou
simplesmente, presepe, é o nome dado ao local onde se recolhe o
gado. Aqui para nós, estábulo ou curral. E foi num local
assim que o Rei dos reis nasceu, tendo por berço uma manjedoura,
que é o local onde se coloca alimento para os animais...
A história
do Presépio
De acordo com a História,
São Francisco de Assis foi quem primeiro idealizou a montagem de
um presépio, para lembrar aos fiéis as condições
humildes do nascimento de Jesus. Isso foi na cidade de Greccio, Italia,
em 1224. E junto com o presépio, surgiria também a partir
de então a chamada Missa do Galo, pois São Francisco
exibiu o presépio à meia-noite (hora simbólica do
nascimento do Salvador), e em seguida iniciou uma missa. Nas primeiras
horas da madrugada, os galos começaram a cantar, como habitualmente
fazem, e o povo passou a chamar o ato religioso nesse dia, de Missa do
Galo. E até hoje, quase oitocentos anos depois, o nome continua.
A Árvore
de Natal
Existem muitas versões sobre
a procedência da árvore de Natal, porém, a mais corrente
é que Martinho Lutero, autor da Reforma Protestante no Século
XVI, montou pela primeira vez um pinheiro enfeitado com velas em
sua casa, na Alemanha, para dar às crianças a idéia
da luminosidade do céu na noite do nascimento de Jesus.
A Canção
do Natal
Além de Jingle Bells, a canção
clássica do Natal é Noite Feliz, de Franz Gruber. A história
conta que em 1818, em Arnsdorf, Austria, ratos entraram na igreja e roeram
os foles do órgão. O reverendo Joseph Mohr, preocupado em
não ter músicas na igreja na noite de Natal, saiu à
procura de um outro instrumento. Enquanto procurava, ia imaginando como
teria sido a noite em Belém de Judá, quando nasceu o Salvador.
Ele pensou numa noite de paz, de amor, muito feliz, e foi anotando os versos
num papel. Depois procurou Gruber, que criou a melodia que se tornou imortal.
Papai
Noel
Para as crianças, Natal significa
um velhinho bonachão, de vasta barba branca,vestido de vermelho
e vindo do Pólo Norte guiando um trenó puxado por renas
voadoras, cheio de brinquedos. O velhinho, é claro, é o papai
Noel. Segundo a lenda, ele foi inspirado no bispo Nicolau, que viveu na
cidade de Myra, Turquia, no Século IV. Ele costumava ajudar anonimamente
pessoas que estavam em dificuldade financeira, colocando um saquinho
com moedas de ouro nas chaminés das casas de tais pessoas. Ao bispo
Nicolau foram atribuidos diversos milagres e ele foi declarado santo.
A transformação de
São Nicolau (Santa Claus) em símbolo natalino aconteceu na
Alemanha e depois ganhou o mundo. Mas a figura do velhinho gordo, de barba
branca e roupa vermelha, foi criada nos Estados Unidos em 1881 pelo cartunista
Thomas Nast, na revista Harper's Weeklys, para um anúncio da Coca-Cola.
Ainda de acordo com a lenda, papai
Noel mora em Rovaniemi, Finlândia, Circo Polar Ártico, tem
mais de quinhentos anos de idade e brevê para pilotar trenós
voadores...
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