Seu sonho era ver
a África do Sul livre. E este sonho o acompanhou nos 27 anos que
ficou preso...Mas, ao fim, Mandela viu seu sonho tornar-se realidade!
Neste ano de 2010,
começa a ser celebrado em 18 de julho de cada ano, o Dia Internacional
de Nelson Mandela. A data foi criada e definida pela Assembléia
Geral da ONU, e corresponde ao dia do nascimento do grande líder
sul-africano.
Nelson Rolihlahla
Mandela é um importante líder político da África
do Sul, que lutou contra o sistema de Apartheid no país. Ele nasceu
no ano de 1918, na cidade de Qunu (África do Sul). Formado em direito,
Nelson Mandela foi presidente da África do Sul entre os anos de
1994 e 1999.
Sua
luta contra o Apartheid
O apartheid, que significa
"vida separada", era o regime de segregação racial existente
na África do Sul, e que obrigava os negros a viverem separados.
Os brancos controlavam o poder, enquanto o restante da população
não gozava de vários direitos políticos, econômicos
e sociais.
Ainda estudante de
Direito, Mandela já iniciava sua luta contra o regime do Apartheid.
No ano de 1942 entrou efetivamente para a oposição, ingressando
no Congresso Nacional Africano (movimento contra o Apartheid). Em 1944
participou da fundação, junto com Oliver Tambo e Walter Sisulu,
da Liga Jovem do CNA.
Durante toda a década
de 1950, Nelson Mandela foi um dos principais membros do movimento anti-Apartheid.
Participou da divulgação da “Carta da Liberdade”, em 1955,
na qual defendiam um programa para o fim do regime segregacionista.
Apesar de sempre defender
a luta pacífica contra o Apartheid, Nelson Mandela teve sua
opinião mudada em 21 de março de 1960. Naquela data, policiais
sul-africanos atiraram contra manifestante negros, matando 69 pessoas.
Após esse terrível episódio, conhecido como
“O Massacre de Sharpeville”, Mandela passou a defender a luta armada
contra o sistema.
Em 1961 ele tornou-se
comandante do braço armado do CNA, conhecido como "Lança
da Nação". Passou a buscar ajuda financeira internacional
para financiar a luta. Porém, em 1962, foi preso e condenado a cinco
anos de prisão, por incentivo a greves e viagem ao exterior sem
autorização. Cerca de dois anos depois, foi julgado novamente
e condenado à prisão perpétua por planejar ações
armadas.
Mandela permaneceu
preso de 1962 a 1990. Neste quase 28 anos, tornou-se o símbolo da
luta anti-Apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguia
enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação
racial no país. Neste período de prisão, além
do importante apoio do reverendo Desmond Tutu, recebeu também apoio
de vários segmentos sociais e governos democráticos do mundo
todo.
Com o aumento das
pressões internacionais, o então presidente da África
do Sul, Frederik de Klerk solicitou, em 11 de fevereiro de 1990, a libertação
de Nelson Mandela e a retirada da ilegalidade do Congresso Nacional Africano.
Em 1993, Nelson Mandela e o presidente Frederik de Klerk dividiram o Prêmio
Nobel da Paz, pelos esforços em acabar com a segregação
racial na África do Sul.
Em 1994, Mandela tornou-se
o primeiro presidente negro da África do Sul. Governou o país
até 1999, sendo responsável pelo fim do regime segregacionista
no país e também pela reconciliação de grupos
internos.
Com o fim do mandato
de presidente, Mandela afastou-se da política dedicando-se a causas
de várias organizações sociais em prol dos Direito
Humanos. Já recebeu diversas homenagens e congratulações
internacionais pelo reconhecimento de sua vida de luta pelos direitos sociais
e, agora, uma das maiores homenagens a um personagem vivo da História,
que foi a decisão da ONU em criar o Dia Internacional de Nelson
Mandela.
Entrevistado em várias
épocas da sua vida pela mídia do mundo inteiro, um dia Mandela
foi inquirido sobre se sentia-se realizado com a concretização
do seu sonho e sua luta por uma África do Sul livre. Ele disse que
sim, contudo acrescentou: "Mas ainda sonho com o dia em que todas as
pessoas levantar-se-ão e compreenderão que foram feitas para
viverem como irmãos." |

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