Ele é pequeno, de baixa estatura...Um
metro e qualquer coisa, mas seu humor é gigantesco. Ele é
Paulo Roberto Alves da Silva, nascido na cidade de Taquari – RS, em 05
de outubro de 1969, mas saiu aos 4 anos de idade indo morar em Parobé-RS
onde ficou até os 18 anos, indo depois morar em Gramado-RS, onde
vive até hoje.
Começou a compor poesias
e musicas aos 11 anos de idade tendo lançado 4 livros, sendo 3 de
poesias regionais gaúchas e um de piadas e sonetos. Todos de produção
independente e esgotados. Mas sempre teve o sonho e a vocação
para ser humorista. Ele nos conta esta história com suas próprias
palavras:
"Quando eu tinha quatro, talvez cinco
anos de idade assisti pela primeira vez um palhaço de circo atuando,
eu não sabia, até então, que existiam pessoas que
faziam os outros rirem e aquilo me encantou porque desde as criancinhas
de minha idade, passando pelos adolescentes até os idosos riam juntos
ao mesmo tempo e das mesmas coisas. Aquela magia do riso tomou conta de
minha alma e não tive dúvidas, daquele momento em diante
tive a certeza que meu destino seria este: fazer os outros rirem. Na escola
já fazia teatrinhos, sempre de humor, nunca gostei de drama, pois
acho que quando uma pessoa sai de casa para ir ao teatro é porque
quer, ou precisa, se divertir, então ela precisa voltar pra casa
bem melhor de que quando saiu. E o drama, na minha idéia, só
piora, não é?
Eu sempre me preocupei em fazer
humor sem palavrão. Não sou puritano, mas pra mim humor é
cultura e assim pensando, acho ridículo fazer um show de humor e
dizer que criança não pode entrar. As crianças, mais
do que nós adultos, precisam sorrir e ser felizes. Eu ficava louco
da vida quando queria assistir shows de humoristas e não me deixavam
entrar. É só usar de criatividade que dá pra fazer
rir sem apelar pra baixaria. Mas tem que ter pra usar, né?
Em Gramado tínhamos um grupo
de danças que se apresentava em churrascarias e eu sempre procurava
um espaçozinho para contar alguns causos. Depois comecei a trabalhar
em hotéis e restaurantes, fazendo versos de improviso e contando
causos e piadas. Até que em 1997 gravei meu primeiro Cd de piadas
“Paulinho Silva e… As Grosserias do Tio Juca”, vendia nos shows para melhorar
minha renda, já que com o cachê que os restaurantes e hotéis
pagam fica difícil de viver da arte.
O sucesso só veio pra mim
quando lancei meu 4 Cd, “A Fetocópia da Maleza” em dezembro de 2002.
De lá pra cá nunca mais parei, graças a DEUS. Claro
que não foi fácil, mas pra mim nunca nada foi.

Paulinho Mixaria ao lado
do inesquecível Arnauld Rodrigues,
genial redator cômico
do Brasil e, abaixo, Paulinho e Giva
Ferri, apresentador do
programa Querência da Tv de Bento
Gonçalves, RS,
e particular amigo de Mixaria.

Íamos às rádios
e, salvo raríssimas excessões, não queriam meu Cd
nem de graça. E muitas das rádios só rodavam se eu
pagasse e eu pensava “vão rachar uma lenha, eu quero ver quando
os artistas fortes começarem a cobrar das rádios para rodar
eles, o que as rádios vão fazer, falar o dia inteiro?”.
Fiquei traumatizado e até
hoje não me sinto a vontade dando entrevistas em rádios,
parece que me bloqueia as idéias e não faço nada direito.
Já fui convidado a participar de alguns programas de TV em rede
nacional entre eles Hebe, Gilberto Barros e Show do Tom. Valeu a experiência…No
total já lancei 6 Cds.
Agora estou escrevendo um livro
contando as minhas aventuras e desventuras para chegar até aqui,
conseguindo lotar teatros por quase todo o Brasil, sem ter padrinho e nem
apoio da grande mídia, pois creio que servirá de exemplo
pra muita gente que grava um disco e fica olhando pro céu esperando
que o sucesso caia de alguma nuvem.
No mais, obrigado pelo carinho
de todos vocês e “O resto eu conto Dispois”… quando o livro ficar
pronto".
Material
colhido do site Paulinho Mixaria (http://www.paulinhomixaria.com.br)
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