Sérgio Reis
Do rock do asfalto para as empoeiradas estradas da música sertaneja 



 
 
 
 
 
 
 

     E aí, de repente, aparece caminhando pelas planícies do sertão um tal de Sérgio Reis. Um cara tão alto e magro como uma palmeira no campo. Ele vinha da Jovem Guarda, cantava seus rocks e poderia ser uma ave estranha ao ninho sertanejo, mas o rapaz mostrou que nasceu para usar botas, chapelão e tocar viola  mesmo. 
   O nome dele é Sérgio Bavine. Chamado carinhosamente pelos amigos de Serjão,  já que não dá pra chamar de "Serginho" um homem daquele tamanho!
    Sérgio Reis nasceu em 23 de junho de 1940, na cidade de São Paulo. Começou a carreira na década de 60, seguindo a onda do Ié, Ié, Ié, mas, para sorte dos amantes da música raiz,  em 1972 ele entrava para o mundo sertanejo, já estourando com a música João de Barro. 
     De lá pra cá, foram centenas de sucessos e ainda participações em filmes e novelas.
    Eu o  conheci ainda em 72, num show na cidade de Santa Gertrudes, SP e, 10 anos depois, tive o  prazer de entrevistá-lo no Hotel Estância Barra Bonita, por ocasião de outro show.
     Naquela ocasião disse a ele que as fotos que tinha tirado dele em Santa Gertrudes, eu as tinha vendido todas e que acabaram por me ajudar a pagar umas contas.
    O Serjão, do alto dos seu 2m de altura, olhou para mim e disse, em tom brincalhão: "Ô  peão, então está na hora da gente acertar o cachê!"
    Em 2012, se Deus quiser, Sérgio Reis, assim como Milionário e José Rico já completaram, também irá completar 40 anos de carreira somente dentro do nosso mundo sertanejo. Um mundo que ele conhece tão bem como o som que ecoa do berrante do boiadeiro chamando a boiada...

 

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