Sonia Pulini
 Como em todas suas
poesias, Sonia prima
pela temática de tempo
e vida. O tempo que
passou, o tempo em
que deveria ter dito sim
e se disse não...
Tempo de amar e
tempo de chorar enquanto
a vida vai passando...

 

Retrato da Vida


 
 
 
 
 
 
 

Infância, doce inocência
Com seus mundos encantados
Onde com muita paciência
Se espera nos anos dourados
ver os sonhos realizados
Eis que os anos se passam
E a esse futuro se chega 
Os sonhos se vão perdidos 
A vida tudo nos nega
E nosso mundo de sonhos 
Torna-se frio, cruel
príncipe virou sapo
doce perdeu seu mel
E sem saber a razão, vivemos nessa ilusão
Lembrando os anos passados
Sofrendo o presente ingrato
Sonhando com  mundos encantados
 

IIlustração da página: tela de Robert Duncan

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Peregrino
Sonia Pulini

Por onde andei, não criei raiz, não disse sim, não fui feliz
Por onde andei, não me amaram, não sofreram, não choraram
Por onde andei, não amei, não busquei, só iludi
Por onde andei, se tivesse amado, teria ficado
Seria feliz, diria sim
Se tivesse amado, teria buscado um sonho
de amor sem fim...

OLHOS DO CORAÇÃO

 Quando o dia se vai, o pôr do sol no horizonte
anuncia uma noite de paz aos corações dos amantes
que se rendem à luz do luar...
Se encantam ao brilho de estrelas
Fazem promessas de amar
e juras para a vida inteira...
O tempo é pouco pra tanto
Mas para um coração solitário
Estrelas não têm encanto...
A luz do luar é fria, o tempo se arrasta lento
A noite se vai sombria
E nos desencontros da vida
Cada qual com sua sina
Os que amam esperam a noite
Os que sofrem esperam o dia...

 

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