Nua
Solidão
Cassiano Méli
Que passos são esses que me levam
o sonho?
Está escuro.. que horas são?
Me dá um abraço que eu tenho medo dessa solidão.
Me diz onde deixei meu livro, aquele do
Drummond,
do poema de Sete Faces, que trouxemos da última viagem ...
Deixa a luz acesa...a luz do corredor,
da geladeira, da sala
do elevador, que eu tenho medo dessa solidão
Não esquece um copo d'água
pra eu tomar remédio ...
Não consigo dormir. A luz ainda é cega nessa densa escuridão.
Fecha a janela e volta logo que eu tenho medo dessa solidão.
Busca da Liberdade
Eduardo de Oliveira
Eu que lutei há mil anos contra
esta escravidão
como um guerreiro que, de africano
fiz-me brasileiro
Que nunca aceita o jugo dos tiranos
Eu que outrora assombrei o mundo inteiro
ao sacudir impérios soberanos
venho dizer que esforços sobre-humanos
fizeram de meu povo um obreiro
sei que ninguém sofreu o que eu
sofria
quando só trabalhava noite e dia
para que meu "senhor" fosse feliz
ele pensava que eu não lutaria
com furor
com que a todos eu feria
buscando a liberdade como eu fiz
Trovinhas
Se a alegria a passageira
a tristeza também passa
uma é chama de fogueira
outra é nuvem de fumaça
(Marilia Fairbanks Maciel)
A mais linda ilusão dura um segundo
e dura a vida inteira uma saudade...
(Guilherme de Almeida)
Receita
Florentin Smarandache
Venha colorir os versos brancos
e prender os versos livres
que suas estrofes sejam escritas a calor
com sangue frio
São os cegos que vivem de olhos
abertos
e embora pequenos, parecem grandes
Mas não dependem tanto assim do
seu tempo
porque isso pode ser muito perigoso
Mônica
Florentin Smarandache
Deixa que a brisa me leve da abnegação
ao império dos sonhos e da aventura
onde formosas moscas voam como cabelos
loiros
Deixa que me perca no infinito azul dos
olhos dela
que a mármata transborde sua alma
no reino da paixão
Istambul, por MM, e só por ela
a moça loira que me faz ferver
o sangue
e me inspira e me atormentam os maus espíritos
Ela os conduz a um encontro imaginário
e louco
Mônica, por favor...entrega-me teu
amor!
O AMOR
Izabel Sadalla Grispino
O amor está batendo à porta,
É o meu amado esposo que volta,
Trazendo sol, calor de verão,
E muita alegria ao coração.
Oh, presença real em minha vida!
Já nem sei quem sou eu, quem é
ele,
Quero ao seu lado viver, mais nada,
Fundir, no além, meu corpo com
o dele,
Hoje a emoção sai fortalecida,
Sinto o perfume da flor no vento,
Volta em mim juvenil sentimento,
O amor mora e lateja no peito,
É o grande senhor do respeito,
Ninho construtor de nobre alento.
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